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Glaucoma

Exames de glaucoma caem 30% na pandemia; entenda a doença

Diagnóstico precoce é o principal aliado da enfermidade sem cura, muitas vezes assintomática, e que pode causar cegueira

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o glaucoma atinge 60 milhões de pessoas no mundo todo. O risco é maior para as pessoas com mais de 40 anos. Como a maioria dos quadros são silenciosos, é fundamental consultar um oftalmologista com frequência.

Contudo, durante a pandemia os atendimentos para detecção precoce do glaucoma caíram 30% no Brasil, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). Também houve uma queda de 6,7 mil atendimentos cirúrgicos que poderiam reverter ou tratar o problema. Como um todo, a prevenção de uma doença que pode ser evitada foi impactada.

Glaucoma é o nome dado para doenças que causam uma alteração irreversível no nervo óptico, responsável por fazer a conexão entre o cérebro e os olhos. A lesão ocorre principalmente pelo aumento da pressão ocular e se desenvolve de forma lenta, podendo demorar anos para começar a se manifestar. Os sintomas são:

– Perda gradual da visão lateral;
– Dor forte nos olhos;
– Visão embaçada;
– Irritação e inchaço nos olhos;
– Lacrimação e sensibilidade à luz;
– Dores na testa;
– Náuseas e vômitos.

Para evitar que o glaucoma seja descoberto em um estágio já avançado, mais próximo de levar à cegueira, a Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO) recomenda que os pacientes após os 40 anos procurem um profissional uma vez ao ano para realizar um exame completo, que inclui o exame de fundo de olho e a medição da pressão.

A doença é mais comum em idosos. No entanto, são diversos os grupos que precisam tratar do tema com atenção:

Diabéticos;
– Pessoas com casos na família;
– Míopes e hipermétropes;
Hipertensos;
– Pessoas com traumas ou doenças anteriores nos olhos;
– Quem faz uso contínuo de corticoides.

O que leva ao aumento da pressão ocular são fatores genéticos, acidentes, cirurgias anteriores como a da catarata e o uso prolongado de medicamentos. Isso pode ser agravado por hábitos como: má alimentação , sedentarismo e consumo excessivo de cafeína.

Entre os principais tipos da doença estão:

– Glaucoma primário: quando não se conhece a causa.
– Secundário: quando está relacionado a outros problemas nos olhos, como infecções, cataratas, traumas, além do diabetes.
– Glaucoma de ângulo fechado: mais frequentes em orientais e pessoas com hipermetropia. Ocorre com o fechamento da região onde o líquido dos olhos é drenado.
– Glaucoma de ângulo aberto: representa 80% dos casos. Está associado ao aumento da pressão ocular e histórico familiar.
– Glaucoma de pressão normal: quando a lesão no nervo óptico ocorre sem alteração da pressão arterial.

O glaucoma é crônico, portanto, sem cura. Entretanto, o tratamento à base de medicamentos, aliado a cirurgias, se necessárias, podem ajudar a conter os sintomas, dependendo do estágio da doença.

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