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Vacinação: conheça três doenças graves que podem ser evitada

A história da imunização no Brasil está atrelada à criação da vacina contra varíola, em 1976, pelo médico britânico Edward Jenner. Sua técnica de imunização foi trazida de Portugal para o Brasil pelo político Marquês de Barbacena, que a colocou em prática, em 1804, na Bahia.

Nos anos seguintes a vacina se tornou obrigatória para crianças e, posteriormente, para adultos, norma que passou a ser cumprida apenas em 1904. Entretanto, a obrigatoriedade gerou insatisfação pela população, pontapé para a ação conhecida como Revolta da Vacina, ocorrida no Rio de Janeiro.

A situação só mudou após um surto violento de varíola que atingiu a então capital do Brasil, em 1908, quando o medo da doença foi maior do que o da vacina. Atualmente, a vacinação para diversas doenças é realizada por meio do Programa Nacional de Imunização (PNI), responsável pela distribuição de imunizantes para a população brasileira por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Apesar da disponibilidade, o Data SUS aponta que a cobertura vacinal no país vem caindo, principalmente, no que se refere às crianças, grupo mais vulnerável às principais doenças evitáveis por imunizantes. Abaixo, confira as três doenças mais graves, que apresentaram queda na busca por vacina nos últimos anos.

Poliomielite

Embora o índice de vacinação ideal seja de 90%, a cobertura vacinal contra a poliomielite, caiu de 89% em 2019, para 67% em 2021. Com a queda da imunização e replicação do vírus, a poliomielite, considerada como erradicada desde 1989, corre o risco de avançar novamente.

A Poliomielite, frequentemente chamada de pólio, é uma doença infectocontagiosa aguda, causada pelo Poliovírus, que geralmente, afeta crianças menores de cinco anos.

Apesar de raro, o vírus é capaz de atingir as áreas do cérebro que ajudam a respirar. Por isso, cerca de 1% dos infectados desenvolvem a forma paralítica da doença, causando paralisia permanente, insuficiência respiratória, e, em alguns casos, morte.

Sarampo

Em 2016, o Brasil conquistou o certificado de eliminação do sarampo concedido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Contudo, o Data SUS aponta para uma redução de 20% na procura pela vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola), entre 2019 e 2021, o que resultou num crescente número de casos e surtos no país.

O sarampo é uma doença grave, altamente contagiosa, causada por um vírus. A enfermidade afeta principalmente crianças, recém-nascidos, gestantes e pessoas portadoras de imunodeficiências, causando graves problemas de saúde, incluindo diarreia intensa, infecção no ouvido, perda de visão, pneumonia e encefalite (inflamação no cérebro).

Covid-19

Ainda que 158,5 milhões de brasileiros tenham sido contemplados pelas duas doses da vacina contra a covid-19 , apenas 84 milhões voltaram aos postos para tomar a dose de reforço, segundo dados do Ministério da Saúde. Ao mesmo tempo, dados da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, revelam aumento de 60% de internações por covid-19, em duas semanas, no estado.

A covid-19 é uma doença respiratória nova, provocada por um tipo de coronavírus que não havia sido notificado em seres humanos. O grupo de risco para a doença são crianças, jovens, gestantes, idosos, fumantes e pessoas com doenças crônicas e respiratórias. Em casos graves, a doença pode causar insuficiência respiratória aguda, insuficiência renal, falta de ar e taquicardia.

Lembre-se: a vacinação é a melhor forma de erradicar doenças e conter a propagação de micro-organismos nocivos à saúde. Quem se vacina diminui as chances de contrair a enfermidade e ainda protege os seus amigos e familiares.

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