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Foto João Caldas - Divulgação

Entenda o câncer de ovário, causa do óbito de Eva Wilma

Atriz faleceu em razão da doença de difícil diagnóstico. Mas o diagnóstico precoce pode evitar agravamento, veja os sintomas

Neste sábado, 15, faleceu a atriz Eva Wilma, aos 87 anos. A atriz lutava contra um câncer de ovário. O fato aconteceu exatamente sete dias depois que ela foi diagnosticada com a doença, que é de difícil diagnóstico e tratamento.

A descoberta ocorreu em um estágio avançado do quadro, permitindo que os tumores se espalhassem rapidamente. Trata-se de uma realidade que ocorre em 70% dos casos da doença no Brasil, segundo a Febrasgo (Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia).

O falecimento aconteceu em pleno mês de conscientização da enfermidade, que surgiu para reforçar o alerta criado pelo Dia Mundial de Combate ao Câncer de Ovário, lembrado no dia 8 de maio, data do diagnóstico da atriz.

Por se manifestar de forma silenciosa, a doença é considerada o câncer ginecológico mais letal e difícil de ser descoberto, e o terceiro mais comum, atrás do câncer do colo do útero e do câncer de mama. A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA) é que a enfermidade afetou 6.650 novas mulheres em 2020 e causou 4.123 óbitos em 2019.

A ausência de um exame para rastrear a doença nos grupos com maior risco, como é a mamografia e o papanicolau nos cânceres de mama e de colo de útero, e os sinais que podem ser confundidos com outros quadros, contribuem para essa mortalidade.

Como em outros cânceres, o diagnóstico precoce é o melhor aliado. Para isso, confira os sintomas:

– Inchaço e dor no abdômen;
– Sensação de inchaço constante;
– Perda de apetite e de peso, fadiga;
– Problemas no intestino como prisão de ventre, gases ou diarreia;
– Urgência para urinar ou alteração nos hábitos urinários.

Na presença de um ou mais sinais, é fundamental procurar ajuda médica, de preferência de um ginecologista. Para diagnosticar o câncer de ovário, ele irá analisar o histórico do paciente e fazer o exame ginecológico completo, além de solicitar exames laboratoriais e de imagem.

Ainda não foram descobertas as causas exatas da doença. O que se sabe é que há uma série de fatores de risco que contribuem para o surgimento dos tumores:

– Idade (os riscos são maiores a cada ano a partir dos 50);
– Genética (histórico materno ou paterno de mutações dos genes BRCA1 ou BRCA2);
– Casos de câncer de mama ou de colo do útero na família;
– Endometriose;
– Primeira menstruação precoce (antes dos 12 anos) ou menopausa tardia (após os 52);
– Não ter tido filhos;
– Sedentarismo;
– Tabagismo;
– Obesidade.

Foto: João Caldas/Divulgação

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