Diagnóstico precoce é a forma ideal de combater a hanseníase

No Dia Mundial de Combate à Hanseníase (Janeiro Roxo), saiba mais sobre os sintomas e a prevenção da doença que afeta 30 mil brasileiros por ano

Apesar de erradicada em muitos países, a hanseníase ainda é uma realidade para os brasileiros. Nos últimos dez anos foram registrados 312 mil casos da doença no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. No Dia Mundial de Combate à Hanseníase (31/1) saiba mais sobre a doença, que tem cura e deve ser tratada precocemente.

A hanseníase é uma doença infecciosa, causada pela bactéria Mycobacterium leprae, e que tem como principais sintomas as manchas pardas, esbranquiçadas ou avermelhadas na pele, afetando qualquer local do corpo. Com cerca de 30 mil casos por ano, o Brasil é o segundo país no mundo com maior prevalência de hanseníase, atrás apenas da Índia.

Transmitida pelo ar, por meio do espirro ou tosse, e pela saliva, após contato próximo com um doente sem tratamento, a hanseníase, antigamente conhecida como lepra, pode demorar de seis meses a dez anos para se desenvolver. Após o aparecimento dos sintomas, é necessário procurar uma unidade de saúde para iniciar o tratamento o quanto antes.

O tratamento precoce é essencial para evitar que outras pessoas se contaminem e prevenir as manifestações graves da doença.

Os outros sinais da hanseníase são:

  • Sensibilidade e alteração de temperatura no local das lesões (manchas);
  • Comprometimento dos nervos da pele, causando dormência no local.

São sintomas graves da doença:

  • Deformidades nas mãos e perda dos dedos;
  • Caroços ou inchaço nas orelhas, mãos, cotovelos e pés;
  • Infiltrações e edemas na face causando deformidades;
  • Perda da força muscular.

A doença pode ser classificada de duas formas: Paucibacilar (poucas bactérias), que consiste no estágio inicial e não transmissível; e o multibacilar, transmissível e que apresenta sintomas mais consolidados. O tratamento é feito por meio de antibióticos fornecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e dura seis meses para os casos paucibacilares, e um ano para os multibacilares.

Seu diagnóstico é feito pelo médico, que analisa a pele e os nervos por meio de testes de sensibilidade, avaliação da força motora, toque nos nervos, entre outros. Caso confirmada a hanseníase, é importante que quem convive no mesmo ambiente que o doente também seja avaliado.

A hanseníase costuma atingir pessoas que convivem com muitas pessoas em uma mesma casa e também quem não têm acesso aos sistemas de saúde. A doença também pode acometer pessoas em ambientes superlotados ou após contato com a pele — isso ocorre com rara frequência, em quem apresenta baixa imunidade. A vacina contra tuberculose também reduz as chances de contaminação.

Ao identificar os sintomas, procure atendimento médico.

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