Alzheimer? Entenda mais sobre a doença e outros fatores para o esquecimento

Alzheimer

Ao contrário do que se pensa, o esquecimento é extremamente necessário para o funcionamento do cérebro, dado que é exatamente por esquecer que ele é capaz de extrair o conteúdo desejado, do ruído de informações recebido a todo instante. Ao mesmo tempo, o esquecimento representa o outro lado da memória, onde pode haver dificuldade de armazenamento de informações, com causas que se diferem ao Alzheimer, mas que podem ser confundidas com ele.

O mal de Alzheimer é uma doença irreversível neurodegenerativa, que atinge mais de um milhão de brasileiros com mais de 60 anos, segundo a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz). A doença compromete a memória, funções motoras e capacidade cognitiva do paciente, que geralmente apresenta sintomas como sensação de estar perdido em ambientes familiares, lapsos de memória, dificuldade em guardar informações, se locomover e identificar objetos e fisionomias.

Como o Alzheimer afeta o cérebro

Os neurônios são as principais células do sistema nervoso, responsáveis pela comunicação entre as células do cérebro. As capacidades mais importantes que essa comunicação possibilita ao homem, são o raciocínio, fala, escrita e recordação. De acordo com pesquisas lideradas pela agência federal norte-americana _National Institute on Aging_ (NIA), uma das possíveis causas para a doença de Alzheimer é dada pelo acúmulo das proteínas Beta-amyloid, na região externa do neurônio, e Tau na área interna da célula.

À medida que as proteínas se acumulam nos neurônios, a comunicação intercelular é prejudicada e essas células morrem, causando os primeiros sintomas no indivíduo. Geralmente, esse processo se inicia na região responsável pela memória: o hipocampo do cérebro, que com o passar do tempo se atrofia, apresentando grande diferença de volume e peso, além de provocar dificuldade de recordação, locomoção e fala do paciente nas fases mais avançadas da doença.

Outras causas para o esquecimento

Esquecer é um ato comum, que permeia a vida de todos e nem sempre está relacionado com o mal de Alzheimer. Conheça outros fatores que afetam a memória e podem ser confundidos com a doença:

Desatenção: A atenção é um dos pilares responsável pelo armazenamento de informações e, consequentemente, pela memória. Devido a massiva digitalização e sobrecarga de informações, o cérebro humano acaba consumindo grande quantidade de dados, muitas vezes, desnecessários, prejudicando a atenção e concentração sem que o cérebro consiga recuperar informações anteriores e recordar sobre, causando o esquecimento.

• Estresse Crônico: O hormônio cortisol é liberado mediante situações de estresse, segundo um estudo publicado na revista científica _Neurology_, se o nível de cortisol se mantém elevado e o estresse torna-se crônico, as funções cognitivas são lesadas e o volume cerebral diminui. O que, devido as consequências, também pode ser confundido com o Alzheimer.

• Depressão: A depressão é capaz de afetar a amígdala, córtex frontal e a região do hipocampo, responsáveis pelo aprendizado, concentração, cognição e processamento de memória. Causando problemas de concentração, tomada de decisões e dificuldade em lembrar de algo, por isso também pode ter uma leitura equivocada a princípio.

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