Pastoral da Saúde de hospitais se adaptam ao momento de pandemia para levar mensagens de esperança em hospitais

As informações sobre o coronavírus (Covid-19) surgem de forma constante e por diferentes meios. Sensações como medo e fragilidade se tornam comum, mas o sentimento de espírito coletivo também aumenta

No período de isolamento, para evitar a propagação do coronavírus, a Pastoral da Saúde de unidades gerenciadas e próprias da Pró-Saúde, se reinventaram para continuar levando o apoio espiritual e mensagens de esperança aos pacientes e colaboradores.

Missas online, entrega de mensagens aos pacientes e colaboradores, oração na parte externa dos hospitais para evitar proximidade e mensagens gravadas pelos voluntários e usuários, são estratégias usadas pela Pastoral para não deixar ninguém sem palavras de conforto e gestos de esperança.

Na Pró-Saúde, entidade filantrópica com mais de 50 anos na área de gestão em saúde, com presença em todo o território nacional e em regiões de difícil alcance, a pastoral foi institucionalizada em 2018. A Pastoral da Saúde tem como objetivo promover, defender e cuidar da vida, tornando presente no mundo de hoje a prática de mensagens como a de Jesus Cristo, relacionando temas com a saúde espiritual e física, acolhendo aqueles que mais precisam.

Para Dom Antonio Carlos Altieri, coordenador da Pastoral da Pró-Saúde, a missa online não perde o valor da missa física nesse momento. “Por isso a Pastoral permanece viva e ativa com outras estratégias, mas sem deixar nossos irmãos sozinhos. Pois, todas as equipes, hospitais, formam uma só comunidade de fé, esperança, e amor”, ressalta.

 

A Pastoral nas unidades de saúde por todo o país

A enfermidade traz um período frágil e de solidão, capaz de trazer uma dolorosa experiência sobre os próprios limites. Muitas vezes, a única companhia é a televisão, do rádio, mas falta a sensação de ser ouvido, um olhar que traz esperança, uma oração que aumenta a fé. Por isso, a Pastoral exerce um papel essencial e aliada a ciência, a assistência espiritual é um direito de cada um.

Em Rondônia, o Hospital Bom Pastor, unidade própria da Pró-Saúde, localizado em Guajará-Mirim, a equipe faz entrega de cartões personalizados aos pacientes com orações e palavras de conforto. Tudo isso é realizado com a ajuda dos Técnicas de Enfermagem, já que os voluntários não podem ter contato com os pacientes.

Já no Pará, no Hospital Regional do Sudeste do Pará Dr. Geraldo Veloso, em Marabá, a missa está sendo transmitida online pela rede social. A unidade é gerenciada pela Pró-Saúde, por meio de contrato de gestão com o Governo do Estado.

Além disso, no Hospital Público Estadual Galileu, em Belém, também gerenciado pela Pró-Saúde por meio de contrato de gestão com o Estado do Pará, a equipe de humanização grava os elogios deixados pelos usuários e acompanhantes, para depois veicular as mensagens por meio do sistema de comunicação interno da unidade (alto-falantes) para incentivar e agradecer o trabalho dos colaboradores.

A Pastoral da Pró-Saúde em unidades hospitalares, seguindo as orientações da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), continua com os seus trabalhos respeitando e seguindo todas as diretrizes de segurança ao coronavírus.

 

Tiago – Capítulo. 5 (Versículo 14 e 15)

A Pastoral da Saúde é um organismo de ação social da CNBB, vinculada à Comissão Episcopal para o Serviço de Caridade, da Justiça e da Paz e atua em três dimensões: Solidária, sendo a vivência e presença samaritana junto aos doentes nas instituições de saúde; Comunitária, que visa a promoção e educação para a saúde; e Dimensão político-institucional que atua junto aos órgão e instituições.

O coordenador da Pastoral pela Pró-Saúde resume a importância desse trabalho nas unidades com a mensagem deixada em Tiago, capítulo 5, versículo 14 e 15: “Entre vocês há alguém que está doente? Que ele mande chamar os presbíteros da igreja, para que estes orem sobre ele e o unjam com óleo, em nome do Senhor. A oração feita com fé curará o doente; o Senhor o levantará. E, se houver cometido pecados, ele será perdoado,” conclui Dom Antonio Carlos Altieri.

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