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Setembro Amarelo

“Não é apenas em setembro que precisamos ficar atentos a saúde mental”, diz psicóloga

O suicídio continua sendo uma das principais causas de morte em todo o mundo. No Hospital Madre Dio, a psicóloga Gessica Destro foi convidada para abordar o tema

No mês de setembro, o Hospital Madre de Dio (HMD), unidade gerenciada pela Pró-Saúde em São Miguel do Iguaçu (PR), promoveu o encontro “Você é o amor de alguém”. O evento foi uma oportunidade para tratar de temas que afetam toda a sociedade.

A ação fez parte da campanha Setembro Amarelo sobre a prevenção ao suicídio. Com a proposta de abordar e discutir o assunto, o HMD reuniu colaboradores para uma palestra com a psicóloga Gessica Destro.

A psicóloga, que é pós-graduada em terapia cognitiva comportamental e em neurociência do comportamento, destacou que os casos de suicídio, em grande parte, estão relacionados a transtornos, como depressão e bipolaridade. Ambas envolvem muito preconceito, mas que apresentam sinais característicos que devem servir de alerta para a população.

Gessica destacou alguns comportamentos como tristeza profunda, distúrbios do sono, pensamentos negativos, desinteresse e apatia, além da falta de vontade de fazer atividades simples como característicos de transtornos mentais.

Ainda, de acordo com a psicóloga, outros sinais que apresentem uma irritabilidade constante, rejeição a determinados assuntos, baixa autoestima, choro frequente e mudanças comportamentais bruscas também podem ser aspectos desses distúrbios.

A especialista orienta para que seja procurada ajuda profissional ao notar estes tipos de comportamentos em parentes, amigos ou colegas de trabalho. “Não é apenas em setembro que precisamos ficar atentos. É um assunto que devemos tratar o ano todo. Essa atitude pode salvar vidas”, ressalta.

Superar sofrimentos

A campanha do Setembro Amarelo foi criada em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), com o intuito de associar a cor amarela ao 10 de setembro, data alusiva ao Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio continua sendo uma das principais causas de morte em todo o mundo. Dados do relatório “Suicide Worldwide in 2019” apontam que todos os anos mais pessoas morrem por suicídio do que Aids, malária, câncer de mama e homicídios.

Embora as taxas globais tenham caído nos últimos 20 anos, na Região das Américas (incluindo o Brasil), no mesmo período, as taxas aumentaram 17%. Entre jovens de 15 a 29 anos, o suicídio é considerado a quarta causa de morte depois de acidentes no trânsito, tuberculose e violência.

“Quando entendemos que o suicídio é uma realidade que afeta as pessoas a nossa volta, fica ainda mais claro a importância em conversarmos sobre o assunto. Quando temos conhecimento dos sintomas e sinais que levam as pessoas ao suicídio, podemos identificar e ajudar”, destaca Giovana Gross Bressan, gerente de Apoio do Madre Dio.

Os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em 2021, revelam que o número de suicídios no Brasil em 2020 ultrapassou 12.800 mortes. Os estados que apresentaram os maiores índices foram São Paulo, Minas Gerais e Porto Alegre, consecutivamente.

O CVV mantém diferentes canais de apoio e informações sobre prevenção ao suicídio. Por meio do número 188 é possível contar com atendimento às pessoas que querem e precisam conversar. No site da associação, estão disponíveis outras formas de contato, como e-mail e chat. O serviço funciona 24h por dia.

No Madre Dio, considerado um dos hospitais mais avançados do Estado paranaense, a unidade busca promover debates que possam servir de orientação a todos os colaboradores, estimulando o autocuidado.

“Estamos trabalhando diariamente e desenvolvendo canais de apoio para que os nossos colaboradores se sintam apoiados e percebam que não estão sozinhos. É importante que todos saibam que existem caminhos para lidar e superar esses sofrimentos”, finaliza Gross.

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