Outubro Rosa: entenda a importância do diagnóstico precoce contra o câncer de mama

Outubro Rosa

O Outubro Rosa é uma campanha de alcance mundial, sobre a conscientização para o controle do câncer de mama. No Brasil, a data é celebrada anualmente com o objetivo de promover acesso à informação sobre o tema, bem como a serviços de diagnóstico e tratamento contra a doença, contribuindo para a redução da mortalidade.

De acordo com a Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde), o câncer de mama é uma condição clínica causada pela proliferação desordenada de células da mama, processo que acaba por gerar células anormais que se reproduzem, formando o tumor.

Entre os países da América Latina, o Brasil lidera as taxas de incidência, prevalência e mortalidade sobre o câncer de mama, apresentando 49,1% de mortes em mulheres na faixa etária acima de 40 anos, e 48,2% de óbitos em mulheres a partir dos 50 anos, segundo a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer.

Os sinais e sintomas da doença variaram de acordo com o tipo e o quadro clínico, podendo ser inexistentes em alguns casos. Por isso, há a necessidade de observar o próprio corpo – realizando o autoexame do toque – além de comparecer a consultas médicas com frequência. Confira alguns sintomas mais comuns:

• Aparecimento de nódulo endurecido no seio ou axila;
• Dor na mama ou mamilo (bico do peito);
• Espessamento ou retração do mamilo;
• Inchaço em toda mama;
• Inversão do mamilo (quando o bico do seio está para dentro);
• Inchaço na pele dos seios;
• Irritação ou irregularidades no formato da mama;
• Linfonodos palpáveis na axila;
• Secreção transparente, rosada ou avermelhada pelos mamilos;
• Vermelhidão ou descamação na pele dos seios.

Pandemia

De acordo com levantamento publicado na Revista de Saúde Pública, entre as doenças cuja prevenção e tratamento foram afetadas pela pandemia do novo coronavírus, está o câncer de mama. A pesquisa mostra que o número de mamografias realizadas na rede pública de saúde do país diminuiu 42% no ano de 2020, em comparação ao ano anterior. Isso corresponde a mais de 800 mil exames não realizados, o que pode significar até 4 mil casos de câncer de mama não diagnosticados.

Nesse contexto, é importante frisar que quando o câncer é descoberto no início de seu desenvolvimento, as chances de recuperação são superiores a 90%. Por isso, a importância em realizar os exames a fim de obter um diagnóstico precoce do câncer de mama.

Principais exames para identificar o câncer de mama:

• Mamografia: Com evidências científicas que comprovam a redução da mortalidade pelo câncer de mama, e sendo o único exame aprovado para rastreio de tumor na mama, a mamografia é o primeiro exame básico que deve ser feito por todas as mulheres. O mamógrafo, aparelho que realiza o exame, é composto por duas placas que se encontram e pressionam os seios por poucos segundos para fazer as imagens, que são gravadas em uma chapa.

• Ultrassonografia: O exame é indicado para identificar lesões antes de realizar a biópsia, ou então quando a pessoa possui mamas densas, ou seja, com maior presença de tecido fibroglandular, que prejudica a identificação de nódulos. É realizado por um aparelho semelhante àquele utilizado no ultrassom para o abdômen e não causa dor.

• Ressonância: Usada em pacientes com maior risco que o habitual, ou seja, pessoas que já foram diagnosticadas com câncer, a fim de definir se há outro tumor e qual seu tamanho. O exame é realizado com o paciente deitado e imóvel em uma mesa plana que desliza dentro de uma “máquina” cilíndrica, onde será analisada. Pessoas com implantes como marca-passo, desfibrilador implantado, Staples, implante no ouvido e espirais metálicas dentro dos vasos sanguíneos, não devem ser submetidas ao exame.

Para mais informações e dicas sobre a prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer, fique ligado no Blog Vida Saudável e nas redes sociais da Pró-Saúde!

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