Hospital Regional de Santarém treina colaboradores para casos suspeitos de Coronavírus

A unidade pública foi escolhida como referência na região para recebimento de pacientes com suspeita de portarem a doença

O Hospital Regional do Baixo Amazonas, em Santarém, foi uma das unidades públicas, gerenciadas pela Pró-Saúde no Pará, selecionadas pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), como hospital de referência para recebimento de casos suspeitos do novo coronavírus.

A unidade é referência em atendimentos de média e alta complexidade para 28 municípios na região do Oeste do Pará, eleito um dos dez melhores hospitais públicos do Brasil, além de destaque em tratamento oncológico na região Norte. No ano passado, o Hospital Regional de Santarém realizou 869.701 mil atendimentos, entre internações, cirurgias, consultas, exames e urgência e emergência.

O Regional do Baixo Amazonas é certificado com a ONA 3 – Acreditado com Excelência – maior certificação nacional de acreditação hospitalar, que assegura o padrão de segurança e qualidade no atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Treinamento assistencial

 Com o objetivo de preparar as equipes assistências para um possível caso da doença, o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), do Regional do Baixo Amazonas, realizou na manhã desta sexta-feira, 7/2, o primeiro treinamento com simulação de chegada de paciente fictício com suspeita de infecção grave. Houve a apresentação de fluxograma de recebimento, orientações sobre o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e os cinco passos para higiene correta das mãos.

“Trata-se de uma situação de alerta mundial. Por Santarém ocupar uma posição estratégica no Estado, e por receber muitos turistas internacionais com as temporadas de navios, precisamos estar preparados. O Regional do Baixo Amazonas, gerenciado pela Pró-Saúde, possui uma estrutura apropriada, profissionais qualificados e em condições de dar todo suporte necessário para a população e visitantes, se ocorrer o aparecimento de um caso suspeito. Seguiremos os protocolos estabelecidos pela Sespa e Ministério da Saúde e garantir tranquilidade e segurança à população”, destaca o diretor Hospitalar, Hebert Moreschi.

Na unidade do Baixo Amazonas, a porta de entrada para casos suspeitos do coronavírus será o setor de Acolhimento. Após entrada na unidade, o paciente com a suspeita da doença será encaminhado direto para o leito de isolamento da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Adulto, com documentação devidamente autorizada pela Central de Regulação do Estado. “O caso suspeito não virá diretamente para o Regional. Toda a demanda que vem para a unidade é originária da Central de Regulação do Estado e, neste caso, não será diferente. Se for detectado pelos sintomas que se trata de um caso suspeito de coronavírus, então o Baixo Amazonas será acionado para receber o paciente e, posteriormente, encaminhado direto para o isolamento”, afirma a médica infectologista da unidade, Mariana Quiroga.

No momento do treinamento, o setor de Acolhimento funcionou normalmente, sem interrupções aos atendimentos prestados aos pacientes. Pacientes, acompanhantes e colaboradores receberam orientações quanto as precauções. “Esse treinamento é muito importante e vale para todos nós. Observei que foi bastante enfatizada a higienização das mãos, para evitar possível contato com o vírus”, afirma a acompanhante de paciente, promotora de eventos, Glayce de Oliveira.

 

O que é o coronavírus?

Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (nCoV-2019) foi descoberto em 31/12/19, após casos registrados na China. A epidemia do novo coronavírus já matou mais de 630 pessoas na China, sendo uma delas nas Filipinas, e infectou 31 mil em mais de 20 países. De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil não há casos confirmados.

 

Sintomas

Entre os sintomas estão: febre e sintomas respiratórios como tosse, dificuldade em respirar e falta de ar. Em casos mais graves, há registro de pneumonia, síndrome respiratória aguda grave, insuficiência respiratória e sepse. É importante estar atento para casos de histórico de viagem para China nos últimos 14 dias.

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