TDAH: não confunda a doença com um traço de personalidade

TDAH

Segundo o Jornal Americano de Psiquiatria, o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma doença neurológica que afeta cerca de 5,3% de crianças, enquanto 2,5% a 8% de adultos são acometidos no mundo, de acordo com pesquisador norte-americano Russel Barkley. Além disso, os primeiros sintomas aparecem na infância e podem ser detectados, geralmente, antes dos sete anos de idade.

A doença também é caracterizada por ser multifatorial, isso significa que para seu advento existem mais de uma causa, sendo elas o fator genético, ambiental ou orgânico. O primeiro fator é representado por um tipo de “herança genética”, onde sabe-se que 50% das crianças que são acometidas pela doença, possuem algum familiar com TDAH. Já, comprovado cientificamente, o segundo ponto refere-se a ingestão de bebida alcoólica e fumo durante a gravidez como desencadeador para o transtorno na criança.

O terceiro fator acontece por um desequilíbrio químico em que os neurotransmissores, dopamina e noradrenalina, não conseguem enviar informações entre os neurônios, principalmente na região do lobo frontal do cérebro. Dessa forma, o órgão não consegue enviar suas mensagens para o resto do corpo, dificultando capacidades como a concentração, planejamento, organização, administração de prazos e controle de impulsos.

Sintomas principais e secundários

O TDAH pode ser caracterizado pela intensidade e frequência com que os sintomas ocorrem, além de prejuízos constantes na vida do indivíduo, sendo esses representados por dificuldade extrema no desempenho escolar e falta de foco em atividades do dia a dia, por exemplo, como foram os casos dos atores Otávio Müller e Fiuk, na devida ordem, e que se tornaram mais conhecidos do público. Sabendo disso, conheça os sinais da doença, em adultos e crianças:

Adultos

• Impulsividade;
• Inquietação;
• Ansiedade;
• Baixa autoestima;
• Depressão;
• Dificuldade de relacionamento;
• Dificuldade de organização.

Crianças

• Dificuldade em fixar o olhar;
• Dificuldade de foco;
• Desatenção extrema;
• Hiperatividade e Impulsividade.

Em casos graves da doença nas crianças, a conduta é medicamentosa, baseada em psicoestimulantes capazes de regular a dopamina e noradrenalina resultando na efetividade do lobo frontal do cérebro em enviar os comandos para o resto do corpo, facilitando a execução de capacidades que antes eram bloqueadas, como a concentração e planejamento. Em adultos, as medicações mais utilizadas são baseadas no composto químico metilfenidato (ritalina), que tende a deixar o indivíduo com maior concentração e autocontrole do que o comum.

Sabendo que o TDAH é uma doença que não some sem tratamento, a falta de cuidado pode trazer sérios prejuízos para vida dessa pessoa. O menor nível de escolaridade, maior chance envolvimento em acidentes de trânsito, abuso de drogas, divórcio, tabagismo e desenvolvimento de depressão fazem parte desses danos.

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