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Filme A Mulher na Janela

Conheça a agorafobia, distúrbio retratado em ‘A Mulher na Janela’

Transtorno ansioso vivido em novo filme divulgado pela Netflix impede que as pessoas saiam de casa. Entenda os sintomas e os fatores de risco

No longa-metragem “A Mulher na Janela”, lançado nesta sexta-feira, 14, no streaming, a protagonista Anna, vivida por Amy Adams, sofre de uma condição que a impede de sair de casa. Pela janela de sua residência, ela testemunha um crime que agrava esse seu medo. O distúrbio realmente existe, chama-se agorafobia, e pode ser controlado.

Trata-se de um transtorno ansioso que afeta 150 mil brasileiros, segundo levantamento do Hospital Albert Einstein. Entre 30% a 50% dos casos acontecem com pessoas que já têm o diagnóstico de síndrome do pânico. Ainda não se sabem as causas exatas da doença, mas diversos fatores de risco estão envolvidos:

– Excesso de estresse;
– Abuso de medicamentos tranquilizantes e pílulas para dormir;
– Memória de eventos traumáticos (principalmente na infância);
– Histórico de casos na família.

A maioria dos casos surgem entre o final da adolescência e o da vida adulta — até praticamente os 35 anos — e as mulheres são mais afetadas. Os indivíduos com agorafobia desenvolvem um medo excessivo de lugares que são desconhecidos ou que eles não têm muito controle da situação, especialmente onde há aglomeração e muito movimento.

Sendo assim, as crises podem surgir no transporte público, espaços fechados como cinemas e lojas, locais abertos como parques e feiras ou até quando a pessoa fica sozinha, tanto em casa como na rua. Desta forma, os seguintes sintomas podem surgir:

– Aumento da frequência cardíaca;
– Falta de ar;
Dor no peito;
– Tontura;
– Baixa autoestima;
– Insegurança;
– Formigamentos pelo corpo;
– Suor excessivo;
– Náuseas e diarreias.

Na presença desses sinais, a recomendação é procurar atendimento de saúde o mais rápido possível, de forma antecipada, para que os sintomas não piorem. Não há uma maneira segura de prevenir as crises, mas o acompanhamento de familiares e amigos ao sair de casa ajuda.

Como a agorafobia pode impossibilitar diversas atividades do cotidiano e afastar os pacientes das pessoas que amam, ela precisa ser tratada. O tratamento é feito com base na psicoterapia, geralmente no método cognitivo-comportamental, e em alguns casos é necessário receber medicamentos — sempre com o acompanhamento de um psiquiatra.

Desta forma, um psicólogo pode ajudar o paciente a identificar o porquê das crises e auxiliar o indivíduo a pensar em como se comportar de outra maneira nessas situações, controlando pensamentos distorcidos e crenças falsas. Para diagnosticar o distúrbio, os sintomas devem permanecer por seis meses, no mínimo.

Foto: Divulgação

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