UPA Zona Leste alerta para o aumento dos casos de dengue e Chikungunya na Baixada Santista

UPA Zona Leste

Entre outubro de 2020 e janeiro de 2021, a unidade havia notificado 67 casos de infecção pelo Aedes Aegypti. Nos meses seguintes foram 1.241 notificações

A proliferação do mosquito Aedes Aegypti tem colocado as autoridades sanitárias em estado de alerta na Baixada Santista, no litoral de São Paulo. Na região, segundo as secretarias de saúde, foram registrados 5.720 casos de dengue nos quatro primeiros meses do ano, um crescimento de 240% comparado aos 2.370 diagnósticos em todo o ano de 2020. Ao mesmo tempo, há o primeiro surto de Chikungunya no estado, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, saltando de 137, de janeiro a abril de 2020, para 1.984 no mesmo período deste ano.

Com isso, a UPA 24h Zona Leste, em Santos, maior cidade da região, sente o impacto da alta demanda causada pelas doenças. Entre os meses de outubro do ano passado e janeiro deste ano, a unidade notificou 67 casos. No entanto, de fevereiro até 24 de maio, foram 1.241 notificações.

Para a enfermeira do Serviço de Controle de Infecções Hospitalares (SCIH) da UPA 24h, Lilian Morais, a época do ano contribui para o aumento de casos na Baixada Santista, e a Covid-19 pode ter agravado esse panorama. “Nesses meses, chove mais do que nos outros, isso se torna propício para o acúmulo de água parada e, consequentemente, para a proliferação do mosquito. Com as pessoas mais tempo em casa por conta da pandemia, também podemos acabar acumulando mais resíduos”.

Na unidade de saúde, gerenciada pela organização social Pró-Saúde, as orientações de prevenção à doença são uma constante. “Estamos sempre passando nas salas e informando os colaboradores sobre a importância de não acumular água parada. As equipes de equipe de Higienização e Manutenção recebem orientações para retirar todos os focos de água acumulada. Também elaboramos um folder com as medidas de prevenção que fica fixado ao lado do relógio de registro de ponto”, detalha a profissional.

Até abril, a explosão de casos na região resultou em três óbitos, dois em decorrência do agravamento do quadro de dengue e um pela Chikungunya. “Se os quadros se agravarem, principalmente pelas pessoas não procurarem atendimento no início, além das chances de óbitos por hemorragias, os pacientes necessitarão de leitos. Isso é uma grande preocupação, pois passamos por uma outra batalha em razão da Covid-19”.

A dengue e a Chikungunya têm sintomas parecidos. Na dengue, os principais sinais são a febre alta acima de 38,5º, dores no corpo, dor ao movimentar os olhos, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas nos olhos e pela pele. Enquanto na Chikungunya, as dores também costumam aparecer nas articulações, provocando inchaços.

Por ser uma Unidade de Pronto Atendimento, a UPA atua no combate às doenças ao identificar seus sinais de alarme, coleta de exames e tratamento de urgência. Em casos que necessitam de longa internação, o paciente é transferido para os hospitais de referência do município.

A UPA 24h alerta que a prevenção ao Aedes Aegypti vai além da eliminação de água parada e da ação dos agentes de controle. É preciso descartar o lixo de forma correta, evitando o acúmulo de restos de comida, que costumam atrair mosquitos.

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