Sinal de alerta: no verão, cuidados contra a dengue devem ser reforçados

As fortes chuvas de verão e o clima quente dessa época do ano são propícios para a proliferação do Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão de doenças como a dengue, zika e chikungunya. Uma vez que cerca de 80% dos criadouros estão em residências, o combate ao mosquito deve ser coletivo e contínuo.

O Ministério da Saúde (MS) publicou, em janeiro, um comunicado de alerta nacional. Segundo dados do MS, no ano passado, o Brasil registrou 1.544.987 casos de dengue, um aumento de 488% em relação ao ano anterior.

Só no Pará, ainda segundo o governo federal, de janeiro a dezembro de 2019, 5,3 mil casos prováveis de dengue foram registrados. Das outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, o estado apresentou 3,6 mil casos prováveis de chikungunya e 188, de zika.

O pesquisador Lincoln Suesdek, entrevistado pelo site da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, reforça a importância de redobrar os cuidados. “Percebemos que o patrimônio genético do mosquito é bem rico e dinâmico, ou seja, a espécie tem grande potencial para sofrer alterações. Isso sugere que eles são muito versáteis em explorar novos ambientes e, possivelmente, contornar as nossas tentativas de eliminá-los”.

 

Saiba como deixar sua casa livre de criadouros do Aedes aegypti:

-Garrafas e recipientes sempre virados para baixo;

-Caixas d’água sempre fechadas;

-Lixo em sacos plásticos;

-Lixeira sempre fechada;

-Manter as calhas sempre limpas para evitar o acúmulo de água;

-Troque a água e lave o vaso das plantas com escova, água e sabão.

 

Sintomas da doença

É preciso estar atento aos sintomas da dengue, que podem começar repentinamente e duram entre cinco e sete dias:

-Febre alta (39° a 40°C)

-Dores de cabeça

-Cansaço

-Dor muscular e nas articulações

-Indisposição

-Enjoos

-Vômitos

-Manchas vermelhas na pele

-Dor abdominal (principalmente em crianças).

 

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e Ministério da Saúde.