Julho Amarelo: Regional da Transamazônica faz alerta sobre hepatites virais

Instituída em 2010, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a campanha “Julho Amarelo” tem como objetivo reforçar as ações de prevenção, vigilância e controle das hepatites virais, que são inflamações no fígado que causam alterações leves, moderadas ou graves.

Por isso, ao longo desse mês, o Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), unidade que pertence ao Governo do Pará e é gerenciada pela Pró-Saúde, em Altamira, reforça as orientações de prevenção, diagnóstico e tratamento das hepatites.

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Fígado (IBRAFIG), cerca de um milhão de brasileiros possuem algum tipo de hepatite viral e não sabem que são portadores da doença, o que aumenta as chances de contágio dos vírus da hepatite A, B e C.

Segundo Janete Briana, enfermeira epidemiologista do HRPT, a hepatite é uma doença inicialmente silenciosa, por isso, é imprescindível que a população faça o exame para o diagnóstico precoce. “Quanto antes a doença for identificada, logo o tratamento deve ser iniciado, pois assim pode-se evitar o agravamento dela”, reforça a enfermeira.

Prevenção e transmissão

Com simples ações no dia a dia é possível prevenir a hepatite. Abaixo, a especialista do Regional da Transamazônica lista alguns cuidados que a população pode tomar para evitar o contágio do vírus.

  • Lavar bem as mãos;

  • Beber água somente filtrada ou fervida;

  • Lavar bem os alimentos antes do preparo e consumo;

  • Sempre usar proteção nas relações sexuais;

  • Nunca compartilhar perfurocortantes (agulhas e seringas), lâminas de barbear ou escova de dente;

  • Manter a carteira de vacinação sempre atualizada.

A hepatite é uma inflamação do fígado e nem sempre apresenta sintomas. Nos casos específicos das hepatites virais, que são o objeto da campanha, as inflamações são causadas por vírus classificados pelas letras do alfabeto em A, B, C, D e E. Conheça as mais comuns:

Hepatite A: A transmissão ocorre, na grande maioria das vezes, pelo consumo de alimentos ou água de procedência duvidosa e por contato sexual sem o uso de preservativo.

Hepatite B: A transmissão ocorre principalmente de mãe para bebê, logo no momento do nascimento.

Hepatite C: Sua transmissão se dá pelo compartilhamento de seringas ou alicates não esterilizados.

De acordo com a epidemiologista, em alguns casos, os indivíduos infectados só percebem que estão doentes (principalmente dos tipos B e C) quando as manifestações já estão graves, o que em muitos casos acontece após anos do contágio.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da hepatite é feito com base na detecção sorológica (antígenos virais e anticorpos específicos) e molecular (ácido nucleico viral), e os testes rápidos são disponibilizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas Unidades de Atenção Básica (UBS).

A vacina para o vírus A é disponibilizada gratuitamente pelo SUS para crianças acima de um ano e para pessoas com outras doenças no fígado. Já para os adultos, as vacinas são encontradas em clínicas particulares.

A vacina para o vírus B está disponível para toda a população, de todas as faixas etárias. São três doses com intervalo de 30 e 180 dias após a primeira dose.

O tratamento para as hepatites B e C também é oferecido pelo SUS de forma gratuita. Pacientes com o vírus B devem fazer tratamento contínuo pelo resto da vida. Já a hepatite C é tratada e curada, em mais de 95% dos casos, com a administração de um único comprimido diário, durante 12 semanas.