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Hospital Regional de Santarém, administrado pela Pró-Saúde, realiza cirurgia inédita

Neste mês de setembro, a equipe de trauma-ortopedia do Hospital Regional do Baixo Amazonas do Pará (HRBA) realizou em Santarém (PA), administrado pela parceria Governo do Estado e Pró-Saúde, uma cirurgia inédita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a Reconstrução do Ligamento Cruzado Posterior.

O procedimento é considerado de alta complexidade e geralmente possui indicação em pacientes com sintomatologia de dor crônica, baixa estabilidade e dificuldade em executar tarefas relacionadas à função físico-motora.  Em Santarém, nos últimos anos, o alto índice de acidentes de trânsito envolvendo motos tem aumentado significativamente. Só no primeiro semestre deste ano foram registrados aproximadamente 2500 acidentes de trânsito, destes 1500 envolveram motocicletas, o que tem gerado uma grande demanda de pacientes para este tipo de procedimento, que também é frequente em atletas, principalmente jogadores de futebol.

A cirurgia de Reconstrução do Ligamento Cruzado Posterior realizada pelo HRBA foi dirigida pelo médico Eros Ferreira, e teve a participação da equipe de residentes médicos uma vez que o HRBA também é um Hospital de Ensino, um dos motivos para que o procedimento fosse financiado pelo SUS. “Este não é um procedimento de uma complexidade muito grande, não só por questões técnicas, mais pelo risco do procedimento porque a gente trabalha na região do joelho e região posterior do joelho, onde passa a artéria poplítea que é a mais importante da perna e se ela for lesionada, possivelmente teremos uma amputação”, declarou Eros Ferreira.

Em 2008, após a implantação do exame de ressonância magnética no HRBA, alguns procedimentos cirúrgicos começaram a ser realizados. Hoje, seis anos depois, uma média de 200 cirurgias de reconstrução do ligamento cruzado anterior foram feitas. “Estou aqui desde 2008, quando começaram os procedimentos de cirurgia Artroscópica de Cruzado Anterior, que é a grande demanda, e estamos recebendo pacientes de toda região, além de alguns casos vindos de outros estados que foram encaminhados para cá pelo Ministério da Saúde. Agora, com os diagnósticos de Cruzado Posterior nós temos um novo desafio”, falou o médico, que em 2013 fez um curso de aperfeiçoamento sobre a Reconstrução do Ligamento Cruzando Postula Lateral e Cruzado Posterior.

Ainda em relação a importância do diagnóstico, o médico enfatizou que a utilização do exame de imagem é de extrema importância uma vez que a sintomatologia da lesão pode ser confundida com outras lesões. Porém, tão importante quanto o diagnóstico realizado por meio da ressonância magnética e do processo cirúrgico, que pode ter duração média de até 3 horas, os cuidados pós cirúrgicos devem ser observados. “Podemos dizer que muitos dos pacientes acometidos por esta lesão são praticantes de esportes, principalmente do futebol, mas infelizmente a grande demanda é causada por acidentes automobilísticos. Sempre frisamos que o pós-operatório é tão importante quanto à cirurgia e podemos perder a cirurgia em um pós-operatório mal conduzido. Neste caso especifico, que foi o primeiro realizado, há um protocolo todo direcionado para a reabilitação”.

Em relação ao acompanhamento de reabilitação, realizado no Setor de Fisioterapia do HRBA, hoje considerado um dos melhores centros de fisioterapia da região Oeste Paraense, o médico explicou que tem repassado orientações sobre os protocolos relativos a este procedimento cirúrgico tanto para a equipe de fisioterapia, quanto para os residentes de fisioterapia que atuam diretamente com os pacientes no processo pós-operatório. “Temos conversado com a equipe de fisioterapia do hospital, até porque temos residentes e é importante que eles façam o treinamento, conheçam a conduta do protocolo, que é bem específica devido a complexidade deste procedimento. E após a fisioterapia, ainda há a reabilitação muscular que pode ser feita em uma academia e a hidroginástica para manter a reabilitação”, finalizou o médico, após citar que o tempo de recuperação do paciente após a cirurgia varia de seis a oito meses.

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