Hospital Metropolitano se consolida na formação de profissionais de saúde

O Hospital Metropolitano de Urgência Emergência (HMUE), em Ananindeua, tem atividades voltadas para o ensino e pesquisa desde 2012, servindo de campo de estágio curricular obrigatório para acadêmicos e residentes de universidades públicas e privadas conveniadas, assim como hospitais de ensino. Neste ano, em que completa dez anos de fundação, o HMUE vai formar os primeiros residentes em medicina. Na residência multiprofissional, seis já se formaram.O Departamento de Ensino e Pesquisa (DEP) da unidade tem como objetivo principal gerar e disseminar o conhecimento, além de proporcionar qualificação acadêmica e científica aos novos profissionais da saúde. 

O Metropolitano, por meio dos convênios institucionais, possui atividades de graduação e pós-graduação. “Os programas de residência cumprem algumas etapas e hoje, na região metropolitana de Belém, quando se fala de urgência e emergência, fala em cirurgia e trauma. Sendo assim, não tem como pensar em outro lugar de excelência como o Hospital Metropolitano”, diz o coordenador do DEP, Leonardo Ramos.

Na graduação, o hospital tem convênios com várias instituições de ensino no estado, incluindo a Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Universidade do Estado do Pará (Uepa). Os alunos desenvolvem os programas de estágio, como encerramento das atividades práticas do curso, principalmente nas disciplinas de urgência e emergência, de situações ligadas a cirurgias e de alta complexidade, como terapia intensiva.

Os programas de pós-graduação atendem alunos da residência multiprofissional, desde 2012, e médica, desde 2014. Atualmente, o HMUE têm 12 residentes multiprofissionais. Até o início de 2017, serão 24. As atividades são desenvolvidas nas áreas de Enfermagem, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia e Terapia Ocupacional.

Sandro Mendes é terapeuta ocupacional e fez residência em Urgência e Emergência no Trauma, entre 2013 e 2015, no Hospital Metropolitano. Hoje, ele é líder do Serviço de Atendimento ao Usuário e Supervisor do Núcleo de Educação Permanente do Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), que também pertence ao Governo do Estado e é gerido pela Pró-Saúde. “Devo tudo isso, sem dúvida, ao HMUE. A residência contribuiu significativamente, para não dizer exclusivamente, no profissional que sou hoje em dia. O hospital foi a maior e mais enriquecedora escola que eu tive em toda minha vida acadêmica e profissional”, diz Mendes.

A residência médica oferece vagas para Cirurgia Geral, Cirurgia do Trauma, Medicina de Urgência e Ortopedia e Traumatologia. No final deste ano vão sair os primeiros residentes médicos, da cirurgia geral. Em 2017, os primeiros residentes de ortopedia e traumatologia vão se formar, já que o tempo do curso é maior (três anos). “Em fevereiro, nós tivemos um total de 320 alunos de graduação e pós-graduação dentro do hospital. Destes, 250 estagiários, 12 residentes multi e 58 residentes médicos rodaram no hospital. Isso contando programa interno e externo”, conta Ramos.

Anderson Moraes, que se formou em fisioterapia, em 2015, é um dos alunos do programa de residência multiprofissional desenvolvido no Hospital Metropolitano. Ele conta que escolheu a residência na unidade de saúde para aperfeiçoar os conhecimentos e vivenciar a realidade da profissão. “O Metropolitano foi o que mais me chamou atenção. Tem todo o renome do hospital, além de referências, principalmente por ser uma área específica onde esse aprendizado perpassa por várias áreas, desde a UTI, pediatria, neonatal até queimados”, explica o residente Anderson Moraes.