Durante simpósio realizado na unidade, profissionais da área da saúde destacaram os principais desafios, perspectivas e abordagens na assistência
Nesta segunda-feira, 27, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua (PA), realizou o I Simpósio de Cuidados Paliativos na unidade. Com o tema “Meu cuidado, Meu direito”, a ação reuniu profissionais da área da saúde e colaboradores assistenciais para discutir os principais desafios e perspectivas no cuidado paliativo, além de ampliar o diálogo interdisciplinar no HMUE.
Os cuidados paliativos englobam ações voltadas para a melhoria da qualidade de vida de pacientes e familiares que enfrentam doenças que ameaçam a vida, como aquelas com risco de morte iminente, crônicas avançadas, incuráveis e progressivas. O Metropolitano, unidade gerenciada pela Pró-Saúde, é a principal referência em alta e média complexidades em traumas e queimados.
Durante o simpósio, a palestrante convidada, médica pediatra e paliativista, Valéria Santos, levantou uma discussão sobre os principais tipos de sofrimento que envolvem um tratamento de saúde do usuário e do familiar, e a importância do plano de cuidados de uma atuação multiprofissional.
“Entendemos que nosso paciente é um ser multidimensional e precisamos de profissionais que atendam essas dimensões físicas, emocionais, sociais e espirituais. Levar educação continuada para profissionais que tem a vivência do ambiente hospitalar e interesse no conhecimento, é maravilhoso. É uma troca de experiências que gera aprendizado e isso é uma iniciativa muito importante”, relata.
O evento também contou com uma roda de conversa com profissionais de outras unidades hospitalares que atuam na rede de saúde pública. A discussão gerou em torno da comunicação efetiva como uma ferramenta essencial no cuidado paliativo. Os colaboradores puderam sanar dúvidas, propor ideias e discutir planos de cuidados, por meio de temas fundamentais da prática diária, tanto no tratamento de pacientes adultos quanto pediátricos.
A paliativista e palestrante, Patrícia Carvalho, destacou ainda, técnicas e ações que auxiliam no processo de efetividade do atendimento e serviço, apontando barreiras que podem ser identificadas e melhoradas durante a estadia do paciente e da família no hospital. Ela enfatizou ainda as ações de humanização e a empatia no atendimento como uma habilidade importante de acolhimento ao paciente.
“Precisamos ter um olhar a partir de outras experiências sobre os cuidados paliativos, assim podemos propor constantes melhorias, e inclusive, entendendo que o paciente deve sempre ser tratado de forma digna, com respeito a seus valores, independente de condições físicas, culturais e sociais. Esse evento veio para temos esse olhar diferenciado, novas formas de acolhimento e humanização no cuidado ao paciente que está fora de qualquer possibilidade terapêutica”, destaca Norma Assunção, Coordenadora da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Adulto do Hospital Metropolitano.

