Hospital Galileu registra mais de 95 mil atendimentos e atuação estratégica contra a Covid-19 em 2020

HPEG

Hospital, que é referência em traumatologia e ortopedia, atuou estrategicamente no pico da pandemia do COVID-19 salvando 145 vidas

Mesmo com os desafios impostos pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), em Belém, atuou de forma estratégica e socialmente responsável no ano de 2020, com a realização de 95.904 mil atendimentos. Além do atendimento de vítimas da Covid-19 em estado grave.

O balanço apresentado pelo hospital compreende atendimentos entre procedimentos cirúrgicos, consultas especializadas, internações e atendimento multiprofissional.

Gerenciado pela Pró-Saúde, uma das maiores instituições em gestão de serviços de saúde e administração hospitalar, sob contrato de gestão com a Secretaria de Saúde (SESPA), o HPEG é referência no atendimento de retaguarda em traumatologia e ortopedia no estado do Pará desde a sua inauguração, em 2014.

“Mais importante que os números, que são indicadores estratégicos de gestão, o destaque do Hospital Galileu foi a atuação no atendimento às vítimas da Covid-19. No auge da pandemia no Pará, alteramos nosso perfil de atendimento exclusivamente para o novo coronavírus, atendendo ao chamado do Estado e necessidade da sociedade”, explicou o Thiago Zache, diretor hospitalar do HPEG.

“Em um curtíssimo intervalo de tempo, o HPEG realizou a contratação de profissionais, fez adaptações de infraestrutura exigidas pelas autoridades sanitárias e implantou protocolos necessários para atuar na pandemia. Neste sentido, temos que agradecer aos nossos colaboradores que demonstram dedicação, profissionalismo e flexibilidade”, completou.

145 vidas salvas no combate à Covid-19

Entre os meses de abril e junho de 2020, o Hospital Galileu passou a ser referência em casos do novo coronavírus. O desafio trouxe consigo a necessidade em atender um novo perfil de usuário, exigindo a implantação de novos fluxos e treinamentos, além de readequar o seu espaço físico.

“Durante o pico da pandemia, o nosso maior desafio foi estruturar, de uma forma muito rápida, o hospital para receber um novo perfil de usuário. Respeitando todos as exigências e protocolos de saúde, conseguimos adequar 96 leitos clínicos e 10 de UTI, além de capacitar mais de 300 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem”, explica o médico e diretor técnico do HPEG, Lucas Geralde.

Após contrair o novo coronavírus, Jefferson Assayag, de 54 anos, ganhou uma nova chance de viver. Internado em estado grave na UTI do Hospital Galileu, em junho de 2020, o vendedor reagiu bem ao tratamento recebido na unidade e pôde voltar para o convívio de seus 4 filhos e esposa.

“Passei por uma verdadeira luta. O atendimento que tive aqui dentro foi muito bom e toda assistência prestada foi de primeira. Esse hospital é referência no que faz”, relatou, emocionado, Jefferson.

Durante os 49 dias de atendimento, sendo do dia 30 de abril até 27 de junho, 145 pacientes tiveram sua saúde recuperada graças à dedicação e empenho diário de toda uma equipe capacitada.

Desde o início da pandemia, um plano de contingência foi elaborado com estratégias e ações voltadas para preparar os diferentes setores do hospital a lidarem com a pandemia, disseminando informações sobre as formas de contágio, uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e medidas preventivas, entre usuários e colaboradores.

Manutenção ONA 3

Ainda em 2020, a unidade hospitalar renovou a certificação Acreditado com Excelência – ONA 3. É o selo máximo concedido a instituições que, além de atender aos critérios de segurança, apresentam uma gestão integrada, com processos ocorrendo de maneira fluida e plena comunicação entre as atividades.

Projetos que fizeram a diferença

A junção da tecnologia com exercícios terapêuticos vem garantindo a reabilitação de pacientes internados no Hospital Galileu – a gameterapia. A partir de uma plataforma adaptada a um videogame, o paciente precisará mover os braços e pernas para interagir com o jogo. Assim, estará realizando movimentos necessários e que fazem parte do protocolo de fisioterapia.

Bruno Pereira, de 21 anos, fez questão de participar de todas as sessões de gameterapia durante o tratamento de sua perna direita, operada após uma fratura em um acidente de moto. “Os exercícios estão me fazendo bem. Hoje já consigo pisar com o pé no chão, o que não conseguia antes. Além de ser um passatempo”, disse Bruno.

A iniciativa acontece desde 2017 e já beneficiou mais de 500 pacientes. Apenas no ano de 2020, mais de 70 pacientes tiveram a gameterapia incluída em seu protocolo de fisioterapia e reabilitação.

Além desse, projetos como Cine Galileu, que leva sessões de cinemas para as enfermarias e UTI e musicoterapia virtual proporcionam um período de internação agradável e humanizado para os usuários da unidade.

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