Hospital Estadual de Urgência e Emergência faz alerta sobre os perigos de automedicação

Com as informações relacionadas à pandemia, por conta do novo coronavírus (Covid-19) despertando atenção das pessoas, a farmacêutica do Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE) – unidade hospitalar gerenciada pela Pró-Saúde, em Vitória -, Edna Ormi Galazi, faz um alerta: automedicação nunca é indicada.

Seja para tratar uma dor muscular, seja para aliviar sintomas de resfriado o recomendado é buscar ajuda de um profissional da saúde. Segundo a farmacêutica, os efeitos colaterais podem oferecer riscos, principalmente quando os remédios são consumidos de forma abusiva. “A internet se tornou uma ferramenta muito utilizada para buscar informações sobre medicação. As pessoas só precisam se atentar que o consumo de medicamentos sem recomendação médica pode ocasionar alergias, intoxicações, reações adversas, resistência bacteriana e, principalmente, mascarar uma doença mais grave”, explicou a farmacêutica.

A especialista esclarece que cada remédio possui uma composição, portanto, efeitos colaterais diferentes. “Em um quadro alérgico, a tosse pode estar presente, mas também pode representar um quadro de pneumonia, por exemplo. Nessas situações o ideal é buscar ajuda médica. Por conta do novo Coronavírus, o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e Ministério da Saúde é que a população faça o isolamento social. Caso apresente febre, tosse e dificuldade para respirar, o recomendado é buscar atendimento médico, utilizando máscaras de proteção”, alertou.

Pessoas com doenças crônicas, como hipertensão ou diabetes, devem ter atenção redobrada. O uso de medicamentos sem prescrição pode causar uma interação medicamentosa com os remédios de uso contínuo, o que resulta na potencialização ou corte do efeito e agrava o quadro clínico.

Segundo pesquisa divulgada ano passado pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), por meio do Instituto Datafolha, cerca de 77% dos brasileiros se automedicam.

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