Gestores da Pró-Saúde participam do I Seminário Amazônico dos Hospitais Saudáveis

A diretoria da Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar marcou presença no I Seminário Amazônico dos Hospitais Saudáveis realizado em Belém (PA), nesta terça-feira (14/3). Mediada pelo diretor de Desenvolvimento, Danilo Oliveira, a mesa-redonda “Gestão da mudança do clima em organizações de saúde” contou com a participação de consultores em sustentabilidade que apresentaram cases nacionais e internacionais.

Danilo Oliveira lembrou o pioneirismo da Pró-Saúde ao abraçar a ideia da publicação de relatórios de sustentabilidade. 'Quando começamos, em 2009, uma unidade administrada por nós tornou-se o primeiro hospital público da América Latina a publicar um relatório de sustentabilidade. E, agora, a nossa entidade tornou-se membro da Global Reporting Initiative (GRI). Esse encontro é emblemático, pois é importante falarmos de sustentabilidade de hospitais na Amazônia', destacou.

Para o gestor, a localização dos hospitais na região é um incentivo às práticas que respeitem o meio ambiente. 'Aqui, há uma responsabilidade muito grande, por estarem na Amazônia, sendo necessário pensar sustentabilidade nos hospitais. E, hoje, já está sendo feito', afirmou.

A mesa-redonda contou com debatedores, como Rodrigo Henriques, da Lanakaná Princípios Sustentáveis, consultora de projetos de sustentabilidade. O consultor falou do fortalecimento da ideia de que as mudanças climáticas também afetam a área de saúde, apontando a mudança dos riscos globais do eixo econômico para o eixo climático. “Hoje, o mapa de risco global é pouco econômico e é mais ambiental, geopolítico e social”, disse Rodrigo. 'A preocupação com a sustentabilidade traz aos hospitais instrumentos para que eles possam refletir mais amplamente sobre seus impactos, sejam positivos ou negativos, sobre os pilares da sustentabilidade, que são o econômico, o ambiental e o social', esclareceu.

O gestor da área de resíduos de saúde do Hospital Israelita Albert Einstein, Neilor Cardoso, apresentou a experiência da instituição na reciclagem de resíduos, como os de manta SMS, utilizadas para embalar caixas de instrumentais cirúrgicos estéreis, e do programa de conscientização desenvolvido na área de nutrição do hospital, que para evitar o desperdício de alimentos utiliza pesquisas para mapear as preferências alimentares dos colaboradores.

A experiência do Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), administrado pela Pró-Saúde sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), foi apresentada pelo supervisor de sustentabilidade, Sandro Mendes. Foi destacada a criação do comitê de sustentabilidade que tem como meta a redução de 20% das emissões de CO² na unidade. Mendes mencionou ainda a experiência na diminuição do uso de gás de cozinha por meio da aquisição de novos equipamentos que demandam menos produto e pela redução do preparo de alimentos fritos.

Gerente de Implantação e Novos Projetos da Pró-Saúde, Marcelo Bittencourt, apresentou palestra sobre resíduos de serviços em saúde. O gestor destacou as possibilidades econômicas dos resíduos como novos negócios. Bittencourt fez um panorama da situação dos lixões brasileiros, espaços que foram normatizados por meio da lei 12.305, de 2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

O gestor questionou a demora no fechamento dos lixões brasileiros, normatizados pela lei nº 12.305, de 2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos. “Existe uma lei desde 2010, por que isso não acontece?”, questionou. Para o gestor, falta vontade política na resolução do tema.

Entre as possíveis soluções apontadas, está o incentivo às cooperativas de catadores organizadas de forma regional e especializada. Os benefícios a serem alcançados incluem o maior incentivo à reciclagem, a criação de postos de trabalho, a melhora na autoestima dos catadores e melhores condições de trabalho.

Do ponto de vista econômico as vantagens são a reciclagem funcionar como uma fonte permanente de receita e a inibição de atravessadores na cadeia produtiva. Para o meio ambiente, o benefício é o menor volume de resíduos a ser despejado na natureza.

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