Dia das Mães é comemorado no Hospital Galileu

Após oito anos em que se tornou mãe, a usuária Erlane Viana, que está internada no Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), em Belém, passa, pela primeira vez, o Dia das Mães longe do seu único filho. “A saudade é grande e chega a doer”, relata a usuária que participou da programação especial que o hospital ofertou a todas as mães, durante os dias 11 e 12/05. “Sem dúvida, esse tipo de ação ajuda bastante a amenizar a nossa tristeza, é como uma injeção de ânimo, pois faz com que a gente esqueça um pouco a saudade”, diz animada.

Assim como ela, todas as mães que estão internadas, ou acompanhando, ou visitando, e até aquelas que trabalham na unidade hospitalar, foram homenageadas. “Datas como o Dia das Mães devem ser comemoradas e lembradas por todos, pois sabemos que muitas mães não gostariam de estar internadas nessa época, porém, fazemos de tudo para alegrar esse momento tão significativo”, relata o diretor-geral do HPEG, Saulo Mengarda.

A programação contou com a participação de grupos de voluntários que já atuam no hospital: são eles o “Coletivo Clown” e o grupo “Flores de Kahlo”, com o projeto “Espalhe Amor por onde flores”. Ambos mesclaram atividades de entretenimento e da arte da risoterapia, acompanhadas de entrega de brindes.

Para dona Inês Azevedo, moradora do distrito de Mosqueiro, que aguarda cirurgia no braço direito, a programação foi muito divertida e ajudou a distrair. “Eu gostei bastante, eles brincaram comigo, e deu para sorrir muito, e esquecer um pouco a dor”, relatou a idosa, que além de mãe, é também avó e bisavó. Segundo a sua filha, Rosana Andrade, que a acompanha, e que também é mãe e avó, esse será o primeiro Dia das Mães longe do resto da família. “Bom, eu gostaria muito que nós estivéssemos em casa, como todos os anos, em que fazemos um almoço, mas como é da vontade de Deus, estamos aqui, e sabemos que é para a recuperação dela”, relatou Rosana.

A acompanhante, também frisou a importância da programação, e elogiou a iniciativa. “Nossa! Eu nunca tinha visto uma programação como esta, o palhaço brincou com ela, “adotou” ela como mãe, fez ela sorrir, foi muito bacana, deu pra gente levantar o astral”, agradeceu.

As colaboradoras, que trabalham na unidade e que são mães, também puderam aproveitar as homenagens. A equipe de Gestão de Pessoas preparou um mural com fotos delas e de seus filhos, e ainda receberam um cartão comemorativo e um pote com doces, feitos no próprio hospital.

Voluntariado

Administrado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, por meio de contrato com a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sespa), o Hospital Galileu recebe diversos voluntários rotineiramente. O grupo “Coletivo Clown” é um deles. Formado por palhaços, já desenvolve seu método curativo em risoterapia há oito meses, com visitas às enfermarias do hospital por dois sábados a cada mês.

Já o projeto “Espalhe amor por onde flores”, idealizado pelo Grupo Filantrópico Flores de Kahlo, visitou a unidade pela primeira vez esta semana. A ideia do projeto é distribuir mensagens e vibrações positivas, por meio de cartões com frases, letras de música e pensamentos. 

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