Após publicação em revista, Leila Chimelli continua pesquisas no IEC

A coordenadora de Neuropatologia do Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer (IEC), Leila Chimelli, teve seu estudo “Aspectos Neuropatológicos da Infecção Congênita pelo Vírus Zika no Brasil” publicado na revista Acta Neuropathologica, da Alemanha, o periódico de maior impacto na área.

O mesmo estudo já havia dado à cientista o Moore Award como melhor trabalho de correlação clínico-patológica em neuropatologia durante o congresso promovido pela American Association of Neuropathologists (Associação Americana de Neuropatologistas), no ano passado.

Agora, Leila continua as pesquisas sobre o vírus, e recebeu esta semana no IEC, localizado no Rio de Janeiro (RJ), a visita de Adriana Melo, do Instituto de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto (Ipesq), de Campina Grande (PB), e Renato Aguiar, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Adriana recebeu, no dia 29 de março, o prêmio Personalidade do Ano do jornal O Globo, como reconhecimento por sua contribuição relacionada à epidemia.

Os cientistas comentaram que estão observando menos casos de microcefalia causada pelo vírus da Zika, provavelmente por causa de uma incidência menor do vírus em circulação. Mas, apesar disso, eles afirmam que ainda pode ocorrer um novo “boom” da doença em alguns anos.

“Os vírus ficam na natureza e o que os leva a causar as doenças são os vetores que transmitem ao ser humano e à população sem vacinação. Daqui a alguns anos, uma nova geração que não foi exposta a esse vírus da Zika, e que não foi vacinada, pode ser contaminada e acontecer nova epidemia”, explicou Renato Aguiar.

Leila Chimelli está desenvolvendo ainda o estudo no cérebro de um bebê contaminado pelo vírus e que viveu até os cinco meses. Os casos observados até então haviam sido de natimortos, ou seja, de um feto que morreu dentro do útero ou durante o parto. A pesquisa deve gerar novo artigo científico.

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