Ação de graças marca o Dia Mundial do Enfermo no Hospital Metropolitano

Música no HMUE

A campanha visa sensibilizar a sociedade para a necessidade de apoiar e ajudar os enfermos

O mecânico João Elias, de 36 anos, deu entrada no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua (PA), no dia 16 de janeiro após ser vítima de acidente de trânsito. Ele participou de uma ação musical e homenagens na manhã desta quinta-feira, 11.

Respeitando os protocolos de prevenção a Covid-19, a atividade é alusiva ao Dia Mundial do Enfermo, criado em 1992 pelo Papa João Paulo II, para ressaltar a importância do conforto e cuidados com as pessoas acometidas por doenças ou em tratamento em uma unidade hospitalar.

“Eu gostei muito da ação de hoje. Esse tipo de atividade ajuda a melhorar a nossa autoestima, ainda mais quando são tocadas aquelas músicas boas, que trazem recordações emocionantes”, disse o mecânico.

Assim como ele, outros pacientes participaram do momento. São pessoas internadas e que se recuperam no Hospital Metropolitano, unidade gerenciada pela Pró-Saúde, sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

Quem conduziu a parte musical foram os voluntários Gabriel da Silva Carneiro e Gabriel Aguiar dos Santos. “Os enfermeiros cuidam dos pacientes com as técnicas de saúde. Nós tentamos cuidar dessa forma, levando música para levar um pouco mais de tranquilidade para as pessoas”, explicou os voluntários.

Referência em traumas e queimados, o HMUE prestou mais de 530.703 mil atendimentos nas áreas de traumatologia, cirurgias, neurocirurgia e pediatria em 2020.

Missa em ação de graças

Na ocasião, a Pastoral da Saúde promoveu uma missa em ação de graças alusiva à campanha do Dia Mundial do Enfermo. A celebração foi ministrada pelo Padre Benedito Rocha da Paróquia Cristo Rei, localizada no bairro da Guanabara.

“Esse momento de celebração, de rezar pelos doentes, mostra para todos quão é importante a vida e como as pessoas precisam dos nossos cuidados, tanto na parte espiritual, como fisicamente”, declarou o padre.

“Estou com a alma lavada”, declarou a aposentada Maria de Jesus, de 54 anos, durante a missa. O filho dela está no Hospital Metropolitano após cair de uma motocicleta e as orações foram pela a recuperação do jovem.

“Pedi para que a Nossa Senhora possa cuidar dele. Possa curar e sarar as suas feridas para que possamos ir embora”, completou a aposentada.

A diretora hospitalar, Alba Muniz, destacou a importância do acolhimento, da humanização dentro do ambiente hospitalar. “Todos os colaboradores da Pró-Saúde trabalham com o objetivo de contribuir com o processo de recuperação dos pacientes, utilizando ferramentas que levam o amor, solidariedade e atenção durante a internação”, enfatizou.

Humanização

Trabalhos como estes fazem parte das ações de humanização, que têm sido estimuladas para oferecer um acolhimento físico, social e psicológico, como atividades voltadas à experiência do paciente e do seu familiar. Os profissionais que prestam assistência também são envolvidos no trabalho.

Para a coordenadora de projetos sociais, Roberta Cardins, essa cobertura humanizada, que engloba todos os públicos, é fundamental para propagar experiências de boas práticas implementadas pela Pró-Saúde.

“Com esse cenário de fragilidade, utilizando dispositivos para amenizar as consequências do tratamento dentro do hospital. O intuito é suprir a necessidade do nosso público e dar suporte sempre que necessário e propagando a humanização”, ressaltou.

Ampliar fonte
Contraste