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11 hospitais recebem premiação por iniciativas ambientais

11/10/2017

11 hospitais recebem premiação por iniciativas ambientais

Depois de intensa programação, o segundo dia da 3ª Conferência Latino-americana da Rede Global de Hospitais Verdes e Saudáveis, e do 10º Seminário Hospitais Saudáveis 2017 terminou em clima de festa. No final da tarde foi realizada a cerimônia de reconhecimento pelas iniciativas ambientais promovidas pelas instituições de saúde Latino-Americanas.  

A Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar foi reconhecida com 11 premiações por suas ações no Desafio 2020 e no Desafio Resíduos 2017. No Desafio Resíduos foram premiadas as seguintes Unidades: Hospital Municipal de Mogi das Cruzes (SP), Hospital Público Estadual Galileu, de Belém (PA), o Hospital Regional do Baixo Amazonas, de Santarém (PA), e o Instituto Estadual do Cérebro, do Rio de Janeiro.

Já no Desafio 2020 foram reconhecidos o Hospital Estadual de Urgência e Emergência, de Vitória (ES), Hospital Municipal de Mogi das Cruzes (SP), Hospital Oncológico Infantil, de Belém (PA), Hospital Público Estadual Galileu, de Belém (PA), Hospital Regional do Baixo Amazonas, de Santarém (PA) e o Instituto Estadual do Cérebro, do Rio de Janeiro.

Além da premiação, Vital de Oliveira Ribeiro Filho, presidente do Conselho do Projeto Hospitais Saudáveis, após fazer um breve balanço da campanha “Menos Pegada Mais Saúde”, no Brasil, e das ações do Desafio 2020, anunciou que, em breve, serão lançados mais dois desafios: Desafios Energia e Desafio da Saúde pelo Clima.

Mudanças Climáticas

Ao longo do segundo dia do evento, a poluição do ar, as mudanças climáticas, e suas consequências para a saúde pública foram os temas que nortearam os debates. Além das palestras foi apresentada a campanha internacional “Cidades Sem Máscara”, que incluiu resultados do monitoramento comunitário realizado na Zona Leste de São Paulo por colaboradores do Hospital Santa Marcelina. Os palestrantes ressaltaram a importância do engajamento dos colaboradores das unidades de saúde na conscientização da sociedade, com ações que visem melhorar a qualidade do ar. Nesse sentido mudas de árvores são distribuídas às pacientes da maternidade do hospital, incentivando as mães a acompanharem o desenvolvimento da árvore junto com o crescimento do filho.

Na conferência internacional, realizada pela manhã, o médico Nick Watts, diretor-executivo da The Lancet Countdown: Tracking Progress on Health and Climate Change, da University College, de Londres, falou sobre o enfrentamento da mudança climática como forma de proteger e promover a saúde pública.

Nick Watts afirmou que a mudança climática é provocada pela geração de energia. “No último século temos aumentado a energia num sistema fechado do planeta que se concentra no trópico do Equador. Os ventos mudam as frequências dos eventos naturais provocando aquecimento do ar. Mudança climática se refere a energia: simples assim”, afirmou. Ele lembrou que quando falamos dos impactos da poluição falamos de ondas de calor, enchentes, furacões. Os impactos diretos, além das tempestades, são as transmissões de doenças, como a dengue, que aumentaram nos últimos anos afetando os sistemas de saúde que não estavam preparados.  

Josh Karliner, diretor global de Programas e Estratégia da Organização “Health Care Without Harm – Saúde sem Dano”, de São Francisco (EUA) um dos mediadores da conferência internacional, complementou afirmando que o setor de saúde não está preparado para os acidentes naturais e citou como exemplo o incêndio em São Francisco, as enchentes e os recentes furacões. Sobre o futuro ele alerta que se nada mudar podemos esperar o aumento de doenças como malária, zika e dengue.  Defendeu que os hospitais e sistemas de saúde precisam repensar as suas ações e suas instalações para enfrentar as mudanças climáticas.  Prédios precisam ser construídos em locais mais altos, com fonte própria de energia e tratamento de água. Só assim estarão preparados para poder enfrentar eventos naturais extremos, como os que têm ocorrido ultimamente. Ele também defendeu que o setor de saúde precisa ser inovador e inteligente em termos de mudanças climáticas, auxiliando os políticos em suas ações para enfrentar as ameaças climáticas. 

A segunda conferência internacional teve a participação de Jeffrey  E. Thompson, diretor-executivo emérito da Gundersen Health, dos EUA, e do médico Sidney Klajner, presidente da Sociedade Beneficente Israelita Albert Einstein.

Para abordar o tema “ Liderança Ambiental e a Sustentabilidade das Organizações de Saúde no Século XXI”, Thompson fez um balanço das ações da Gundersen Health visando melhorar a saúde, a economia e o bem-estar da comunidade. Lembrou que não é preciso fazer tudo de uma vez, e que o importante é dar o primeiro passo. Disse que os EUA e a Austrália não estão tomando as ações necessárias. “Não podemos ficar calados e aceitar a economia de carbono de Donald Trump, que tem o apoio das empresas de carvão que votaram nele”, afirmou, reforçando que Trump não é a única voz nos EUA.

Klajner apresentou um relato das ações no Hospital Albert Einstein, que reduziu em 34% as emissões de óxido nitroso, com a orientação dos anestesistas para a utilização correta dos equipamentos. “O óxido nitroso é mais poluente que o carbono”, afirmou. Ele comentou que para ter segurança energética o Hospital Albert Einstein construiu seu próprio gerador de energia. Disse ainda que a intenção do hospital é ser protagonista na prática de saúde no Brasil.

A terceira conferência internacional debateu os “Desafios da Rede Global de Hospitais Verdes Saudáveis” e teve a participação de Verónica Odriozola, da Rede Global na Argentina,  Antonella Risso, responsável técnica de projetos para a América Latina do “Saúde sem Dano”, Vital de Oliveira Ribeiro Filho, do Centro de Vigilância Sanitária da Secretaria da Saúde e presidente do conselho do projeto Hospitais Saudáveis São Paulo. O moderador do debate foi Josh Karliner. Ele informou que na próxima semana será publicado o primeiro relatório de sustentabilidade com a compilação de cases.

Verónica falou sobre a troca de informações da Rede Global com as entidades participantes, promotores e com as empresas presentes no seminário. Disse ainda que pretende publicar exemplos de ações sustentáveis de todo o mundo.

Antonella falou das ações da campanha “ Menos Pegada Mais Saúde”, uma ação do programa “Saúde sem Dano” para os hospitais da rede, visando encontrar mecanismo para envolver todos os colaboradores das unidades hospitalares.

 

 

 

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