Teste do Pezinho já beneficiou cerca de 40 crianças no Hospital Regional de Marabá

Nesta terça-feira, 6/6, é celebrado o Dia Nacional do Teste do Pezinho. Ofertado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o exame ajuda a diagnosticar e tratar precocemente doenças que afetam o desenvolvimento de crianças, uma delas a anemia falciforme, que é a forma mais grave da doença falciforme que acomete mais de 30 mil brasileiros. 

No Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), desde novembro de 2016, o serviço é disponibilizado às crianças que, por complicações no parto, ficam internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica. Em sete meses, cerca de 40 bebês foram beneficiados com o exame no HRSP. 

Para o diretor-geral, Valdemir Girato, a coleta dentro da unidade facilita o acesso ao serviço, uma vez que muitas dessas crianças, dependendo do caso, permanecem por semanas na instituição, passando do período ideal para realização do exame, que é após as primeiras 48 horas de vida até o quinto dia. 'Garantir que a coleta seja feita na própria unidade contribui para a qualidade de vida dessas crianças, pois direciona para o tratamento precoce de doenças que podem trazer sérios problemas para o seu desenvolvimento mental e físico', afirmou o administrador. 

Doenças 

O Teste do Pezinho é um dos exames de triagem neonatal mais conhecidos. Ele é feito a partir da retirada de uma amostra de sangue do calcanhar do bebê. No Hospital Regional de Marabá, a coleta é feita por servidores da Secretaria Municipal de Saúde de Marabá, beneficiando crianças dos 22 municípios referenciados pela unidade, que é gerenciada pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública. 

Dentre os diversos problemas de saúde que podem ser identificados a partir do exame, destacam-se a anemia falciforme, a fenilcetonúria, o hipotireoidismo congênito e a fibrose cística. Entenda cada uma delas. 

Anemia falciforme: é uma doença hereditária caracterizada pela alteração genética na hemoglobina, proteína que ajuda no transporte do oxigênio pelo corpo. Pode causar intensas crises de dor e problemas como úlceras e acidente vascular cerebral. 

Hipotireoidismo congênito: ocorre quando a glândula tireóide não é capaz de produzir quantidade adequada de hormônios tireoidianos, influenciando os processos metabólicos. Após o primeiro mês de vida, essa deficiência já pode causar lesão neurológica na criança.

Fenilcetonúria:  também é uma doença genética, causada pela deficiência de uma enzima do fígado, que transforma a fenilalanina em outro aminoácido. O problema pode provocar lesão cerebral e deficiência mental.

Fibrose cística: também conhecida como doença do beijo salgado, é a patologia genética grave mais comum na infância. É caracterizada pela produção de secreções mais espessas que o habitual, levando ao acúmulo de bactérias e germes nas vias respiratórias e danos aos pulmões e pâncreas.

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