No Hospital Regional de Altamira, pacientes da UTI passam por exercícios de movimentação

Após ser vítima de um infarto, Francisco Hugo Freire Gomes, 42 anos, passou alguns dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), em Altamira (PA). Enquanto se recuperava, ele aproveitava para se movimentar.

É isso mesmo. Seu Francisco, assim como outros usuários, foi acompanhado pela equipe de Fisioterapia no processo de mobilização precoce dentro da UTI do HRPT, que é gerenciado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar por meio de contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública.

A mobilização precoce consiste em uma série de exercícios básicos que combate a fraqueza muscular advinda do longo período em repouso durante a recuperação, aumentando ou mantendo a força e a função física do paciente.

Assim, pacientes que têm a possibilidade de passar pela mobilização precoce são incentivados a sentar no leito, a levantar, sair da cama e ir até uma poltrona e até mesmo a andar, sempre acompanhados de um fisioterapeuta. No caso do seu Francisco, ele também utilizou o equipamento cicloergométrico, que simula os pedais de uma bicicleta e depende da força do usuário para se movimentar. De acordo com o próprio paciente, as práticas de movimentação o ajudaram bastante no período em que ficou internado.

“Desde a primeira vez que fiz (o cicloergômetro), senti uma melhora, as articulações ficaram mais leves, os músculos menos enrijecidos. Além de tudo, a posição é confortável. Como fiquei com meu joelho inchado, mesmo parado doía bastante. O exercício acabou aliviando a dor”, explica Francisco Hugo Freire.

A fisioterapeuta Andreia Café explica que os exercícios de mobilização precoce, além de aumentarem a força muscular, diminuem o tempo de internação e o de ventilação mecânica em pacientes que a utilizem. Ela ressalta que a prática é comumente realizada em pacientes da clínica médica e cirúrgica, mas é raro na UTI Adulto, por conta da complexidade dos casos. A equipe de Fisioterapia acompanha os usuários que possuem o perfil para realizar estas atividades.

“Sair da cama, sentar no leito, sentar na poltrona. Assim que vamos ganhando os movimentos dos pacientes, passamos para esse ciclo. É raro termos pacientes com esse perfil na UTI, porque a maioria é de casos de alta complexidade, mas sempre que temos usuários em condições, a gente inicia esses exercícios ativos, para tira-los do leito o mais rápido possível”, conclui a fisioterapeuta da UTI Adulto do HRPT.  

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