No Dia Mundial do Rim, transplantados do HRBA comemoram vida nova

Uma nova vida. Essa é a sensação de quem realizou transplante de rim no Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém (PA). E, neste Dia Mundial do Rim, lembrado em 9/3, os pacientes que passaram pelo procedimento se reuniram para compartilhar histórias e comemorar a nova realidade. O HRBA iniciou o programa de transplantes em novembro de 2016 e, até o momento, já realizou cinco procedimentos.

Raimundo Soares, de 50 anos, foi o primeiro paciente do programa. A doação partiu do irmão. Ele realizou sessões de hemodiálise por cinco anos e sete meses. Morando em Santarém desde 2011 por conta do tratamento, Raimundo desejava poder voltar para sua cidade. “Depois do transplante, tudo correu bem. Agora eu já moro na minha cidade, em Terra Santa. Só volto para Santarém para realizar as consultas”, conta.

O segundo a ter a vida transformada foi o pescador Antônio Corrêa, de 46 anos, que realizava hemodiálise no Hospital Municipal desde 2013. Ele recebeu o rim de seu pai. Em dezembro de 2016, o terceiro procedimento foi realizado pelo HRBA – unidade de saúde pública e gratuita pertencente ao Governo do Pará e gerenciada pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). 

O estudante Jheiel Brito, de 19 anos, recebeu o rim da sua mãe, após realizar hemodiálise no HRBA por um ano e seis meses. “Era muito complicado. Quando eu comecei a hemodiálise, eu chegava às 3h da manhã em casa e tinha que acordar cedo para estudar. Eu dormia na sala de aula, era muito cansativo. Tinha vezes que eu não dormia direito, passava a noite acordado”, lembra o jovem.

Agora, após o transplante, ele aproveita para fazer tudo o que antes não podia. “Melhorou tudo. Agora eu posso estudar e dormir tranquilo. Antes do transplante, eu vivia estressado por conta da hemodiálise. Quando veio o transplante, foi a mudança completa. Depois de dois meses eu já viajei, fui em Monte Alegre para ver os amigos. Tudo trouxe mais alegria”, fala Jheiel.

Rodrigo Aquino, de 24 anos, foi o quarto transplantado do HRBA. Ele recebeu o rim de pai, em janeiro deste ano. Ele ficou preso às máquinas de hemodiálise por 18 meses. “O transplante foi ótimo, mudou totalmente a minha vida. Hoje eu me sinto muito bem, graças a Deus. Eu só tenho a agradecer. Minhas maiores vontades, antes, eram as básicas, e eu não podia fazer. Não podia beber água, estudar, trabalhar, fazer atividades físicas. Eu me sinto realizado, com bastante saúde”, diz Rodrigo.

O transplante mais recente foi realizado em Clara Batista, de 50 anos. Assim como os demais, ela comemora poder retomar a sua vida normal, vivenciando tranquilamente hábitos normais do dia a dia. “Hoje eu me sinto muito bem, posso dormir direito, tomar água”. Clara passou três anos e oito meses em tratamento de hemodiálise. De agora em diante, a saúde é prioridade. “Agora eu vou me cuidar mais para ficar saudável e não adoecer mais. É isso o que temos que fazer”, finaliza.

Para o responsável técnico de transplantes do HRBA, nefrologista Emanuel Espósito, o transplante é a melhor terapia para o paciente renal. “O transplante significa esperança. Isso deu motivação para os pacientes que estavam fadados a ficar o resto da vida nas máquinas de hemodiálise”, acredita. Mas, para o médico, o mais importante é cuidar da saúde e prevenir as doenças renais. “Este ano, o foco da campanha do Dia Mundial do Rim é a obesidade, porque a obesidade tem relação com as principais doenças que afetam o rim, que é diabetes e hipertensão. O combate à obesidade é um dos focos mais importantes para prevenir a doença renal”.

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