Mais de 100 voluntários participam da campanha de doação de sangue em Marabá

Experiências traumáticas, em alguns casos, podem ser o momento decisivo para se tornar um doador de sangue. Foi assim que aconteceu com o mecânico Rogério Marques, de 28 anos, que há dois anos sofreu um acidente de trânsito e, desde então, é voluntário de campanhas de doação em Marabá. Neste mês, ele procurou o Hemopa para fazer a coleta, participando da 31ª Campanha de Doação de Sangue do Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP). ''A sensação é de que posso salvar vida e ajudar quem realmente precisa'', disse ele.

Rogério foi um dos 103 voluntários que se solidarizaram com a causa e ajudaram a repor o estoque do banco de sangue da Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará – Hemopa Marabá. A iniciativa ajudará, além do Hospital Regional, pacientes de outras unidades de saúde da região.   

Assim como o mecânico, o motorista Cleiton Natividade Pinto, de 35 anos, que está em tratamento no hospital, também afirma que foi um acidente que o fez repensar sobre a importância da doação de sangue. Ele diz que, assim que se recuperar e puder doar, procurará um posto de coleta. Enquanto isso, incentiva amigos e familiares a doarem sangue. ''Primos meus, que doam há algum tempo,  me chamavam, mas, por medo, eu não ia. Hoje eu sei o quanto é importante, devido eu ter precisado. O ideal é que todos se conscientizassem e fossem doar. Vidas dependem disso'', contou Cleiton.

Mitos

Para incentivar a participação de voluntários na campanha, ao longo do mês, o grupo ''Amigos de Sangue'', formado por colaboradores do hospital, fez blitz educativa em universidades e no shopping e, também, realizou palestras sobre o tema, esclarecendo dúvidas de acompanhantes e de pacientes internos e ambulatoriais. Durante essas ações, os colaboradores informaram sobre mitos e verdades que envolvem a doação de sangue e o papel do voluntário no salvamento de vidas.

A médica da Agência Transfusional do HRSP, Socorro Leão, explica que a doação não vicia, nem faz mal à saúde. ''A doação é um gesto de amor, passa pelo direito primordial de todo ser humano, que é o direito à vida. A maioria das pessoas poderiam ser doadoras, mas ainda não experimentaram isso'', disse ela. 

Mobilização

O recepcionista Daniel Lopes Azevedo, de 28 anos, além de doar, foi o colaborador que mais levou voluntários para a coleta no Hospital Regional de Marabá: 12 pessoas. Ele participa das campanhas desde 2009 e diz que é uma forma de expressar amor e mostrar responsabilidade social.

Outro colaborador que compareceu ao posto de coleta foi seu Francisco de Assis Lima, de 51 anos, que atua no Serviço de Processamento de Roupas da unidade. ''Sempre tive vontade de doar. Aí, quando comecei a trabalhar no hospital há dois anos, foi minha oportunidade. Eu me sinto bem doando'', afirmou ele.

Os integrantes da Brigada de Incêndio da unidade também participaram da ação, no encerramento de aula prática sobre resgate de vítimas de sinistros. 

Ação contínua 

Público e gerenciado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o Hospital Regional de Marabá incentiva constantemente a doação de sangue. Por ano, três campanhas  são realizadas com o apoio da Unimed Sul Pará e do Hemopa Marabá. E, fora desses períodos, estimula a população a comparecer nos postos de coleta.

A instituição é uma das que mais demandam o Hemopa Marabá, devido ao volume de cirurgias de média e alta complexidades. No primeiro semestre de 2017, o HRSP realizou mais de 1.000 transfusões.

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