Hospital Metropolitano conscientiza mães e pais sobre ECA

Em 2015, um dos filhos da dona de casa, Ádila Jéssica, sofreu um acidente doméstico. A família reformava a casa quando um das edificações caiu, fraturando o fêmur da criança, que tem hoje 11 anos. “Estávamos fazendo a nossa casa e, daí, ele foi brincar na construção, junto com o irmão. Infelizmente, eles puxaram uma parede que caiu em cima da perna dele”, relatou Ádila.

A criança faz tratamento no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua (PA). No momento, está internada na clínica pediátrica da unidade, referência para atendimentos a vítimas de trauma. O episódio fez com que a genitora redobrasse a atenção com os filhos. E após o acidente, Ádilla passou a se atentar ainda mais para os cuidados com crianças e adolescentes. Tanto é que acompanhou uma palestra, promovida pelo hospital, sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), realizada na última sexta-feira, 4/11. “As informações são válidas. Nós não podemos ser relapsas. Temos que ser mães e educar os nossos filhos com garra”, disse. Para ela, a ação trouxe informações valiosas sobre o cuidado com as crianças para evitar acidentes domésticos ou de trânsito.

O pedagogo e integrante da Associação de Conselheiros Tutelares do Estado do Pará, Sérgio Borges, foi o palestrante. Ele  atua na área da infância desde 1999. “Falamos sobre o que é dever da família prover em meio a casos de acidente. Eles têm cuidar dos filhos, como pregoa o Estatuto, e o poder público tem o dever de dar condições para restabelecimento do ocorrido”. Sérgio afirmou que o trabalho da instituição é relevante para ampliar conhecimentos acerca do direito da criança, do adolescente e da família.

A terapeuta ocupacional do Hospital Metropolitano, Sandra Soares, ressaltou que a proposta foi explicar, de modo simples, diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente. “Por vezes, observamos o desconhecimento sobre o ECA em situações como o direito a documentação. Os pais não têm documentos e, consequentemente, os filhos também não. Se eles não são registrados, não existem  juridicamente. Portanto, mostramos o que se pode fazer para melhorar a qualidade de vida dos filhos, os direitos e deveres”, afirmou. Aproximadamente 17 pais, mães e acompanhantes acompanharam a palestra.

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