Vacinação contra a Covid-19: entenda sua eficácia e importância

Vacina

Neste mês de julho, o vacinômetro dos estados de São Paulo (53,14%), Rio de Janeiro (41,08%) e Minas Gerais (42,84%) já alcançam até mais da metade de seus residentes vacinados com a primeira dose ou dose única. Assim, o Brasil apresenta, cada vez mais, o avanço da vacinação se aproximando da população jovem.

Com isso, consequentemente, ocorre a redução de mortes por Covid-19 da população vacinada, como demonstrado pelo levantamento de dados feito pela Our World In Data. Onde, geralmente, ao atingir 30% de imunização dos habitantes, a média de mortes em sete dias cai drasticamente, como ocorrido no Reino Unido, Israel, Estados Unidos e até mesmo no Brasil (em menor escala).

Entretanto, o avanço da vacinação destinada ao público jovem, junto à consequente redução de mortes, não impediu o surgimento dos sommeliers de vacina. Conhecidos por não se vacinarem por opção, os sommeliers desejam sua imunização somente a partir de vacinas específicas.

Esse grupo é baseado na aversão às vacinas, muitas vezes justificada pelo medo incoerente de manipulação genética ou efeitos adversos causado, em sua maioria, pelo mau entendimento da taxa de eficácia de cada imunizante.

Como funciona a taxa de eficácia?

A taxa de eficácia é uma estimativa de proteção individual, feito por meio do estudo clínico na fase 3 – que avalia se a vacina protege contra a doença e, se existem efeitos colaterais perigosos – portanto, uma taxa de eficácia igual a 95%, por exemplo, significa 95% menos risco de contrair o vírus Covid-19, em relação à uma pessoa que não foi vacinada.

Já a análise de efetividade mede a porcentagem de eficiência da vacina em relação a todos que foram vacinados. Nesse caso, se o imunizante confere 95% eficiência, logo, 95 de cada 100 vacinados estarão livres da doença. Dessa forma, não há como dizer que as vacinas não são eficazes, como explica Bernardo Porto, médico infectologista e coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), do Hospital de Campanha do Hangar, gerenciado pela Pró-Saúde, em Belém (PA).

“Não há estudo que compare as vacinas existentes hoje contra a Covid-19. A eficácia geral variável entre as diferentes vacinas foi atestada em estudos diferentes, em populações e territórios também distintos. Portanto, a melhor vacina para a Covid-19 é a que você tiver acesso mais rápido”, ressalta.

Por que é importante se imunizar?

Hoje, principalmente no que se refere aos sommeliers, a vacinação é vista como uma escolha individual, entretanto, a imunização é necessária para o bem coletivo. Visto que a maioria das doenças que podem ser prevenidas por meio de vacina, são transmitidas pelo contato com objetos contaminados e/ou por via aérea: espirro, tosse, fala.

Portanto, uma vez que a população é imunizada, o ciclo de infecções é quebrado. “Enquanto não vacinarmos parcela expressiva da população, continuaremos vendo aumento no número de casos novos, formas graves e óbitos por Covid-19, mesmo em pessoas vacinadas, ainda que em menor frequência. Em pandemia, a única forma de vencer o vírus com a vacina é garantindo acesso expandido a todos”, conclui o infectologista.

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