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Amamentação

Mãe, você não precisa escolher entre amamentar e trabalhar

De acordo com uma pesquisa feita pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), crianças de mães com sintomas de depressão pós-parto demonstram 80% mais risco de interromper o período de amamentação exclusiva – desmame precoce – indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Entretanto, a depressão pós-parto representa apenas um dos obstáculos que as mulheres passam para manter a amamentação. Além do cuidado com a saúde mental, a condição social e financeira são fatores que colocam a manutenção do aleitamento em dúvida.

Isso porque o período após a licença-maternidade é cercado por insegurança, angústia e medo, onde a mulher está se posicionando de maneira a tentar conciliar a rotina de trabalho com os cuidados do bebê É a partir deste ponto que a rede de apoio se faz importante na vida da mãe.

Rede de apoio é um grupo composto por todas as figuras que a mãe pode contar para auxiliar com os cuidados com o bebê, além do suporte emocional e escuta. No que se refere ao aleitamento, a mulher precisa que esse grupo seja composto por pessoas que entendam a importância da amamentação para a criança, de maneira que a mãe se sinta confortável para retornar, ou, iniciar sua rotina de trabalho.

Rede de apoio da mulher

Segundo a psicóloga da Pró-Saúde, Paola Lima, que atua no Hospital Materno-Infantil de Barcarena (HMIB), a rede de apoio pode ser composta por “familiares, amigos ou escolas, que devem ser acordados os papéis com dias de antecedência, para que aconteça as adaptações, como a hora da mamada e hora do bebê ficar com a rede de apoio.” Outra maneira de manter o a amamentação é por meio da “oferta do leite no copinho que foi ordenhado pela mãe. Esse suporte fará muita diferença no físico e emocional da mulher”.

Sobretudo, a profissional aconselha que quem fizer parte da rede de apoio deve procurar por um local confortável, seguindo orientações de higiene e armazenamento do leite, a fim de garantir a alimentação saudável do bebê. Paola, ainda, ressalta que “essa ajuda é essencial para a mãe se sentir acolhida e segura.”

Amamentar é um direito garantido por lei

A fim de assegurar o direito à amamentação recomendado pela OMS, a legislação brasileira estabelece a redução da jornada de trabalho da mãe lactante como um de seus direitos, entenda esse e outros:

• Além dos intervalos destinados à descanso e alimentação, a mulher tem direito a dois intervalos, de meia hora cada um, para amamentar seu filho até seus seis meses de idade

• Caso o estabelecimento não tenha local adequado para amamentação, a mãe tem direito à redução, em até duas horas, de seu horário de trabalho, se sua jornada for superior a seis horas

Além dos direitos da mãe sobre a amamentação, visando a proteção integral das crianças e adolescentes, e, consequentemente, o direito da criança ao aleitamento materno, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), expressa o dever do poder público, das instituições e empregados em propiciar condições adequadas à amamentação.

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