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Workshop reforça segurança na manipulação de cateter no HRBA

Focado na segurança do paciente, o Grupo de Interesse em Cateter (GIC) do Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém (PA), promoveu um workshop sobre a segurança na inserção e manipulação de cateter – dispositivo necessário nos procedimentos intravenoso.

O workshop acontece anualmente e é destinado aos médicos, enfermeiros acadêmicos residentes e profissionais de outras instituições; o deste ano ocorreu   nos dias 23 e 24 de julho.

O objetivo do evento é apresentar inovações tecnológicas, novos dispositivos e difundir informações que contribuam para aumentar a segurança dos pacientes durante a internação hospitalar.  Trata-se de uma política primordial dos hospitais administrados pela Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar – Pró-Saúde, entre eles o Hospital Regional do Baixo Amazonas, gerido sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde (SDESPA).

Cateter é um instrumento, em forma de tubo, inserido em veias profundas para facilitar a administração de medicamentos e a retirada de sangue para exames; é necessário, principalmente, para a realização de hemodiálise e quimioterapia.

O tema é de alto interesse para a comunidade médica. Cerca de 60% das infecções que ocorrem com pacientes em tratamento decorrem da manipulação de cateteres. “Infelizmente alguns procedimentos têm muitos riscos. Se não forem feitos de forma adequada, podem causar problemas graves. Tentamos reduzir os riscos e assim garantir a maior segurança possível dos pacientes do HRBA”, diz o enfermeiro Endryl Carvalho, presidente do GIC.

A rigor, todo paciente internado recebe um cateter periférico; os pacientes oncológicos recebem cateter de longa permanência porque o tratamento é intensivo e prolongado. Nesses casos, o cuidado exigido é maior, para que o instrumento dure por muito tempo e não cause estresse nem físico nem mental ao paciente.

A enfermeira Patrícia Pimentel, da ConvaTec, empresa de tecnologia médica, falou sobre a manipulação de cateteres para diminuir o risco de infecção: “Quanto menor a manipulação, maior a segurança para o paciente”

Silvete Sousa, 29 anos, é paciente do Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) e sabe muito bem o que é um cateter; três vezes por semana submete-se à diálise e convive com um desses dispositivos. “Viver com o cateter é complicado. Tem uma série de cuidados; é fácil de infeccionar. Eu já sei quais são esses cuidados”, diz. Entre esses cuidados, constam os seguintes:  manter a área em torno do cateter sempre seca, protegê-lo durante o banho; evitar deitar por cima do dispositivo, enquanto dorme, e ser cauteloso quando fizer atividades físicas.

 

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