| O Dezembro Vermelho, mês de enfrentamento ao HIV/Aids, chama a atenção para a prevenção e o enfrentamento ao vírus, um desafio ainda presente na saúde pública brasileira.
Segundo o Ministério da Saúde, mais de 960 mil pessoas vivem com o vírus no país. No cenário global, de acordo com a UNAIDS, o desafio é ainda maior: somente no último ano, cerca de 630 mil mortes por aids foram registradas. O dado reforça que, apesar dos avanços científicos, a epidemia está longe de ser superada.
Nesse contexto, o infectologista Pedro Carneiro, da Pró-Saúde, destaca que a prevenção continua sendo a estratégia mais eficaz para evitar o avanço da doença, e isso passa por informação, acesso e responsabilidade coletiva.
O Brasil aparece como referência mundial em políticas de combate ao HIV. Estima-se que, aproximadamente, 96% das pessoas vivendo com o vírus tenham diagnóstico, 82% estejam em tratamento e 95% tenham carga viral indetectável, o que impede a transmissão. Os testes são gratuitos e sigilosos nas unidades de saúde, e o início imediato do tratamento garante qualidade de vida e reduz drasticamente o risco de disseminação do vírus.
Além dos preservativos, há medicamentos que podem ser usados antes ou depois de uma relação de risco. Para Pedro Carneiro, prevenir é sempre o melhor caminho. “Quando unimos cuidado, tratamento adequado e combate ao estigma, conseguimos controlar o HIV e permitir que cada pessoa siga sua vida com dignidade e saúde”, disse. |