Oncológico Infantil está entre os que mais aprovaram trabalhos científicos no SOBOPE

Uma pequena amostra do que é realizado no dia a dia do Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, em Belém (PA), pode ser vista nos sete trabalhos científicos apresentados no XV Congresso Brasileiro de Oncologia Pediátrica. O encontro acontece na cidade do Rio de Janeiro e encerra dia 19/11.

O Hospital Oncológico Infantil está entre as instituições que mais aprovaram trabalhos científicos no Congresso. Esse ano, a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) recebe o American Society of Pediatric Hematology and Oncology (ASPHO Essentials). E, também, o Encontro Anual do Grupo Latino Americano em Oncologia Pediátrica (GALOP).

Além da oportunidade de mostrar o trabalho desenvolvido na unidade de referência no tratamento e cuidado de crianças e adolescentes com câncer no Norte do país, o congresso possibilita a troca de conhecimento e das distintas realidades vivenciadas pelos profissionais do Brasil e exterior. 'A assistência à criança e ao adolescente com câncer envolve muitos profissionais de diferentes áreas. Então, esses trabalhos que trouxemos retrata essa equipe multidisciplinar e as adequações que fizemos para a oncologia pediátrica, como é o caso da assistência sistematizada em Enfermagem. No Oncológico Infantil, focamos também na grande importância da situação socioeconômica das famílias e o reflexo disso na cura dos pacientes. O mundo todo fala disso e nós estamos trabalhando no nosso dia a dia essas situações', descreve a diretora Geral, Alba Muniz.

Um dos temas abordados no Congresso é a grande dificuldade na adesão ao tratamento. 'O tratamento é longo e os pacientes, e, quem acompanha ficam muito tempo afastados da sua família, do lar. Infelizmente a maioria da nossa população têm uma condição socioeconômica limitada. E o nosso pequeno paciente que tem um tratamento de muitos meses, contínuo, acaba não completando e essa baixa adesão implica em recaída, em aumento da mortalidade, em uma série de dificuldades. A palestra nos deu possibilidade de confrontar essas diferentes realidades e buscar olhar um caminho para melhorar esse quadro', disse a médica oncopediatra, Alayde Vieira. Para a especialista, o diagnóstico precoce, na atenção básica à saúde, é uma das ações que podem reverter essas baixas no tratamento.

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