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Semana de Enfermagem da Pró-Saúde

Oncológico Infantil apresenta em live os desafios para o controle de infecção em tempos de pandemia

Hospital efetivou contratação de profissionais, aquisição de novos insumos e realizou treinamentos para o atendimento de Covid-19

Tema recorrente na rotina de profissionais da saúde, a infecção hospitalar tem sido assunto que gera preocupação em diferentes esferas. Nesta segunda-feira, 17, profissionais da Pró-Saúde, que atuam na área da Enfermagem do Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, em Belém, apresentaram, em live aberta ao público, algumas das estratégias criadas para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

Sob o tema “Histórias de Luta e Superação – A estratégia da Enfermagem na pandemia e seu legado assistencial de Norte a Sul do Brasil”, os enfermeiros explicaram como o controle de infecções tem sido um assunto que preocupa desde o início dos anos 1990, quando a esfera governamental determinou que todos os hospitais do Brasil mantivessem um programa de controle referente à infecção hospitalar.

Os desafios oncopediátricos em tempos de pandemia foram apresentados durante a explanação do enfermeiro Ítalo Pimentel, coordenador de Enfermagem do Oncológico Infantil, destacando os “reforços implementados pela instituição”. Ampliações nas estruturas físicas, de pessoal, de logística e de processos, foram pensadas a partir da gestão assistencial focada na continuidade da oferta de serviços.

Fluxos para atendimento nas unidades para casos virais, bem como a elaboração de planos de contingências, garantia da comunicação por meio de troca de informações com equipe multiprofissional, respeitando as recomendações da Organização Mundial de Saúde e continuidade dos projetos sociais foram algumas das ações que o hospital desenvolveu, visando ao controle de infecção e ao enfrentamento da pandemia.

Para o enfrentamento do período pandêmico, o hospital efetivou 27 contratações de profissionais para suprir necessidades, fez aquisições de novos insumos e realizou uma série de treinamentos para o atendimento ao usuário acometido pela Covid-19 como, por exemplo, orientações profissionais para intubação, paramentação e desparamentação, dentre outras ações.

Já a enfermeira Adrielle Monteiro, coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do Oncológico Infantil Octávio Lobo, destacou os desafios para o aumento da taxa de adesão em higienização das mãos da equipe assistencial da instituição.

“Desenvolvemos várias estratégias que nos renderam bons resultados. Atualmente, temos uma taxa de 98% de adesão, mas sabemos que é um trabalho contínuo e requer monitoramento regular”, disse.

Segurança do Paciente

Das diversas ações desenvolvidas pelo hospital, o projeto Guardiões dos Maninhos foi umas das experiências compartilhadas na live. A iniciativa, implantada três meses após a deflagração da pandemia, tem contribuído com o fortalecimento da cultura da prevenção à infecção na unidade hospitalar, pois mobiliza todo o time da assistência a adotar conduta preventiva no ambiente profissional.

O projeto reforça um dos protocolos do Programa Nacional de Segurança do Paciente, a higienização das mãos, tornando-se assunto recorrente na cultura hospitalar, diminuído riscos e proporcionando um atendimento seguro à população infantojuvenil oncológica.

O Oncológico Infantil foi o primeiro com atendimento à oncologia pediátrica no Pará a alcançar o nível máximo da certificação de qualidade – ONA 3 Acreditado com Excelência – concedido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). Ao todo, o hospital conta com 89 leitos, sendo 79 de enfermarias e dez de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

A estudante de pós-graduação Melyane Gaia, que cursa o mestrado em Enfermagem no Contexto Amazônico, na Universidade Federal do Pará, foi uma das espectadoras da live e considerou o evento bastante oportuno para a ampliação dos conhecimentos, o qual destacou a importância da comunicação, bem como o processo educativo no ambiente de trabalho.

“Discutir e refletir sobre temas da esfera assistencial é de suma importância no que tange ao desenvolvimento de práticas assistenciais, visando a maior segurança ao paciente. Cada vez mais é necessário compreendermos os aspectos relacionados à qualidade e à segurança do paciente no contexto da pandemia e principais eventos que possam ocorrer durante a assistência de enfermagem”, pontou.

Desde o início da pandemia, a entidade filantrópica Pró-Saúde foi responsável por cerca de 600 leitos de enfermaria e UTI exclusivos para pacientes com Covid-19 em unidades localizadas em áreas que vão desde grandes centros metropolitanos a lugares remotos da floresta Amazônica.

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