Oncologia do Hospital Regional do Baixo Amazonas é destaque

Com uma equipe multiprofissional comprometida o Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), que é administrado pela parceria Governo do Estado e Pró-Saúde, conseguiu nos últimos cinco anos se destacar no cenário nacional e também internacional, não somente pelos atendimentos prestados aos pacientes oncológicos como também pelos trabalhos apresentados em congressos e publicados em revistas científicas.

 

De 2010 a 2012, dentro do Registro Hospitalar de Câncer (RHC) dos pacientes assistidos pelo HRBA, os tipos de câncer de maior incidência são os de colo uterino, mama, próstata, leucemia, pele e estômago. Com abrangência em 20 municípios que integram o Oeste Paraense, o maior número de pacientes é dos municípios de Monte Alegre, Itaituba, Oriximiná, Óbidos, Prainha, Alenquer, Rurópolis, Belterra, Novo Progresso, Almeirim, Placas, Curuá, Aveiro, Juruti, Terra Santa, Trairão além de outras cidades de outras regiões do Pará, ou até mesmo, de fora do estado como Macapá (Amapá) e Porto Velho (Rondônia). 

                Em 2013 o RHC registrou 12.424 consultas oncológicas, 4.797 sessões de quimioterapia e 24.039 sessões de radioterapia. Também foram realizadas 805 cirurgias oncológicas e 383 Internações. Em 2014, os dados do RHC apontam que foram atendidos em consultas 2.493 pacientes, foram realizadas 1.079 sessões de quimioterapia, 32 sessões de braquiterapia, 122 cirurgias oncológicas e 64 internações.

                Entre os serviços disponibilizados na área da oncologia está a oncohematologia, especialidade que trata os cânceres sanguíneos e de medula óssea como Leucemias, Linfomas, Mielomas, Síndromes Mieloproliferativas, Linfoproliferativas, entre outras. A médica oncohematologista, Kalysta Resende, explicou que “de acordo com o perfil epidemiológico da doença oncológica no Oeste do Pará, as neoplasias hematológicas estão entre as dez principais causas de internação oncológica, ocupando as Leucemias a quarta posição entre os adultos e a primeira posição entre as crianças (as leucemias e os linfomas representam cerca de 75% dos cânceres na infância)”. A médica também informou que Santarém apresenta percentuais significativamente bem mais elevados que os percentuais nacionais e estaduais.

O médico oncologista clínico, Carlos Augusto Hummes, relacionou a crescente demanda de pacientes oncológicos no HRBA com a vinda de pacientes de Santarém que estavam em tratamento de outros centros e ainda falou dos avanços da oncologia em Santarém. “Pude constatar o aumento progressivo da demanda de pacientes em tratamento, praticamente triplicando o número de procedimentos (quimioterapias). Houve também o fenômeno da migração de doentes que se tratavam em outros centros como Manaus e Belém para a nossa cidade, o que é um sinal claro de confiança no trabalho e competência da equipe que trata o câncer no HRBA. No plano do ensino, o hospital cresceu exponencialmente, com a parceria da residência médica da UEPA, já contando com residentes de cirurgia geral e cancerologia clínica auxiliando e se especializando no tratamento de neoplasias malignas, o que inseriu com mais força o hospital no âmbito científico, produzindo vários artigos e trabalhos publicados em revistas, congressos nacionais e internacionais de oncologia”, declarou Hummes.

Outro avanço significativo para o tratamento oncológico infantil em Santarém é a parceria entre o HRBA, Secretaria Municipal de Saúde e o Instituto Ronald McDonald, que desde julho iniciou o Programa Diagnóstico Precoce do Câncer Infantil, programa que consiste em capacitar profissionais de saúde para detecção da doença ainda na fase inicial. “Em se tratando de criança todos os sintomas devem ser levados em consideração. Uma pele amarelada, um cansaço, a falta de apetite podem ser sinais que a saúde da criança não vai bem. Quanto antes o câncer for diagnosticado maior serão as chances de cura”, explicou a médica oncopediatra Alayde Viera.

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