O significado da humanização no Materno-Infantil de Barcarena

Inaugurado em setembro de 2018, unidade é referência em gestações de alto risco na Região do Baixo Tocantins

O primeiro abraço de uma mãe em seu bebê é um dos momentos mais esperados por todos que atuam no Hospital Materno-Infantil de Barcarena Dra. Anna Turan (HMIB).

A unidade, que pertence ao Governo do Pará, foi inaugurada em setembro de 2018 e desde então é gerenciada pela Pró-Saúde. Mais de mil nascimentos foram registrados apenas no seu primeiro ano em atividade, além de quase 80 atendimentos, entre consultas, internações, cirurgia e exames.

No Dia Nacional da Humanização, lembrado no dia 9 de junho, uma das principiais características da unidade é acolhimento no atendimento às gestantes e bebês. O HMIB está localizado a 114 km da capital do Pará, sendo referência para 11 municípios na Região do Baixo Tocantins.

Para a Joice Vaz, diretora Assistencial do Materno-Infantil, o acolhimento prestado pela unidade favorece a segurança emocional de gestantes e familiares, aumenta as chances de um parto mais tranquilo e representa também um momento psicológico com boas recordações.

“Nós vivenciamos a humanização, desde as práticas de atenção de pacientes até ao próprio colaborador, envolvendo ferramentas de trabalho e atendimentos com mais empatia e amor”, afirma

Por meio de uma comissão específica na unidade, às ações de humanização são planejadas e elaboradas de forma estratégica, conduzidas com base na Política Nacional de Humanização (PNH), instituída pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A unidade também segue diretrizes do programa assistencial da pró-Saúde, que incentiva ações solidárias entre colaboradores e usuários.

Acolhimento, informação e assistência

No HMIB, a gestantes participam de rodas de conversas, palestras para tirar dúvidas sobre o parto e orientações sobre exames e consultas.

Para reforçar o acolhimento aos profissionais e usuários durante a pandemia causada pelo novo coronavírus (Covid-19), a equipe multiprofissional tem atuado ainda mais de forma terapêutica, com dinâmicas e atividades que buscam reduzir os efeitos de medo e estresse causados pelo distanciamento social.

Em relação aos bebês, há um atendimento especial que envolve banhos especiais de ofurô e o uso de “polvinhos de crochê” em bebês prematuros para o aumento do conforto e da segurança.

Além disso, existe o incentivo do cuidado baseado em modelos de assistência que auxiliam no vínculo entre mãe e bebê, como o método canguru, que reúne estratégias de intervenção biopsicossocial.

“Com a comissão de humanização estamos alcançando novas formas de transformar o processo de hospitalização, tornando o processo da assistência essencial e transformando o ambiente de trabalho em um espaço de esperança e motivação para todos, pacientes e profissionais”, afirma Jaynne Araújo, psicóloga e membro da Comissão de Humanização do HMIB.

 

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