Metropolitano tem queda no atendimento a vítimas de acidente de moto

O Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua (PA), registrou queda no número de atendimentos a pacientes vítimas de acidentes de motocicleta no primeiro semestre de 2018. Entre os meses de janeiro e junho deste ano, a unidade registrou o atendimento a 1.925 pacientes vítimas de acidente de trânsito. 

Deste total, 751 pacientes eram vítimas de episódios envolvendo motocicleta. No ano anterior, 2017, a unidade atendeu a 2.134 pacientes vítimas de acidente de trânsito no mesmo período de janeiro a junho. Sendo, 853 vítimas de acidente com motocicleta.

Os números refletem as ações adotadas pela unidade gerenciada pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Entre estas ações está o programa “Direção Viva”, cujas palestras educativas orientam condutores e pedestres sobre as sequelas deixadas por acidentes de trânsito e a importância do uso de equipamentos de segurança para a utilização de veículos como a motocicleta.

A unidade também desenvolve periodicamente um trabalho de educação junto a comunidades do entorno do HMUE. Setores como Humanização e Projetos Sociais levam à população informações sobre trânsito seguro e alertam para as consequências sociais do acidente de trânsito. Em 2018, a unidade já levou este trabalho educativo para escolas e unidades de saúde em bairros da região metropolitana de Belém como Marambaia, Aurá e Guanabara. 

“Além do aspecto educativo, o Hospital Metropolitano procura atender pacientes que estão dentro do perfil de média e alta complexidades”, explicou o diretor-geral Itamar Monteiro. Seguindo o fluxo do Sistema Único de Saúde (SUS), a unidade direciona para outros entes da rede pública de saúde os casos de baixa complexidade, que podem ser resolvidos em unidades básicas de saúde e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). 

Dos 751 atendimentos realizados em pacientes vítimas de acidente de motocicleta no primeiro semestre de 2018, 514 evoluíram para internação.

Um desses pacientes é o mototaxista Daniel Pires de Almeida, 35 anos. Vítima do segundo acidente de moto em quatro anos, o rapaz está internado no Hospital Metropolitano desde o dia 20/7, após ter colidido frontalmente com um veículo no Conjunto Tapajós, em Belém (PA). 

Daniel tem poucas memórias do acidente. Lembra somente ter desmaiado após a colisão, que lhe causou fraturas na perna e braço esquerdos, além de escoriações no rosto. Do acidente anterior, já tinha um enxerto no calcanhar direito. 

Apesar de reconhecer os prejuízos que os acidentes de trânsito trouxeram para sua saúde, o mototaxista explica que não pode deixar de conduzir a motocicleta. “A moto é meu ganha-pão. Tenho esperança e fé para me recuperar, mas se parar (a moto) as crianças não têm leite”, justificou.

Sobre a unidade

O Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência é uma unidade especializada no atendimento de média e alta complexidades em trauma e queimados. A unidade é certificada pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), no nível 1 – Acreditado. 

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