Mães com filhos na UTI do HRBA participam de grupo terapêutico e oficina de beleza

O maior desejo de uma mulher que sonha em ser mãe é que o seu filho nasça e cresça com saúde, mas nem sempre isso é possível. É o que acontece com as mães que acompanham seus filhos em tratamento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém (PA). Por conta de alguma complicação, eles precisam de cuidados especiais.

O cotidiano dessas mães é, geralmente, de muita apreensão, baseado em receber notícias boas ou ruins. Para melhor compreender as inseguranças e necessidades dessas mulheres, o hospital – que é gerenciado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) – promove, toda quarta-feira, um grupo terapêutico para que as dificuldades e anseios sejam compartilhados.

A psicóloga responsável pelo atendimento às mães, também realiza atividades lúdicas, para descontração, e educativas, em que são criadas situações sobre como cuidar dos filhos quando eles tiverem alta hospitalar. São experiências em que as mães imaginam, por exemplo, qual será a roupa do bebê ou a música que será cantada para ele dormir em casa. Também são repassadas informações sobre os cuidados que os bebês devem receber.

Mas, agora, foi realizado um projeto piloto intitulado “Oficina de Beleza”, em que as mães receberam cuidados de beleza, como corte de cabelo, limpeza de pele e maquiagem. É uma forma de resgatar a autoestima. “A rotina dessas mães é muito difícil. Elas saem de casa, deixam seus filhos e seus afazeres para passarem o dia com seu bebê recém-nascido dentro de uma UTI, um lugar estressante, de pouco espaço para elas passarem o dia. Então, essa atividade busca melhorar o ego dessas pessoas, fazer com que elas se tornem mais felizes”, ressalta a supervisora da UTI Neonatal, Lia Couto Diniz.

Para as mães, o momento foi especial. O filho de Rita de Cássia, de 19 anos, está há dois meses na UTI. “Foi muito bom, porque ficar só lá dentro daquele quartinho, esperando por uma notícia, depois ficar olhando o bebê, nós ficamos muito ansiosas. É bom ter um tempo para que possamos nos cuidar, também”, conta Rita.

Inara Cristina, de 21 anos, agradece a preocupação do hospital em proporcionar cuidados para as mães, também. “Às vezes, todos os dias são iguais, a nossa rotina é a mesma. Foi muito bom ver que o hospital tem cuidado com a gente e proporciona momentos em que a gente possa sentir que a mãe é colocada em primeiro lugar”, diz Inara.

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