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HRSP inicia campanha de higienização das mãos

Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do Hospital Regional do Sudeste do Sudeste do Pará (HRSP), em Marabá, inicia nesta terça-feira (05/5) uma Campanha para marcar o Dia Mundial de Higienização das Mãos, criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A higiene das mãos é fundamental para o controle da infecção hospitalar. Os hospitais públicos do estado, com gestão da Pró-Saúde, executam programas de controle da infecção. A higiene das mãos é uma das estratégias que atinge colaboradores, pacientes e visitantes desses hospitais localizados na Região Metropolitana, Santarém, Marabá e Altamira.

No hospital de Marabá, a campanha do Dia Mundial de Higienização das Mãos promove de 06 a 08 de maio uma série de palestras nas unidades.

REFORÇO DA HIGIENE

O dia 5 de maio foi definido pela OMS para reforçar as ações de higiene como medida primordial para a prevenção e controle das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS). É uma das estratégias dos programas de “segurança hospitalar”, que implicam controle de qualidade dos serviços aos pacientes e preservação da saúde dos colaboradores, visitantes e acompanhantes.

“A infecção hospitalar é caracterizada por qualquer tipo de infecção adquirida após a entrada do paciente em uma unidade de saúde ou após alta hospitalar; bactérias, vírus e outros microrganismos podem ser transmitidos de uma pessoa para outra, principalmente se ela estiver relacionada com a internação do paciente”, diz a médica Marcela Lins, coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Regional Público da Transamazônica.

PROCEDIMENTO ANTIGO

A higienização das mãos é um procedimento antigo. Em meados do século XIX, o médico húngaro Ignaz Semmelweis observou, em Viena, que a alta incidência de febre puerperal acontecia porque as parturientes eram examinadas por acadêmicos de medicina que antes do procedimento obstétrico faziam autópsias, no entanto, sem os devidos cuidados com a higiene. Semmelweis instituiu a higienização das mãos com fenol e cloro antes de os estudantes examinarem as parturientes, mas poucos acreditavam nele ou levavam a sério.

“Essa atitude, há mais de um século, é a prática que mais se defende hoje no controle das infecções hospitalares”, acrescentou Lins.

A prática da higiene é fundamental em todas as intervenções, tais como, a inserção de um dispositivo invasivo, a manipulação de ferida cirúrgica, ou a aplicação de uma injeção.

INDICADOR DE QUALIDADE

Há dez anos a OMS promove o programa “Salve Vidas: higienize suas mãos”, que no Brasil tem o apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

As campanhas difundem nove razões. “A higiene das mãos em serviços de saúde já salvou milhões de vidas nos últimos anos; é um indicador da qualidade dos sistemas de saúde seguros”, diz o diretor geral do Hospital Regional do Sudeste do Pará, sediado em Marabá, Valdemir Girato.

O protocolo de qualidade dos serviços geridos pela Pró-Saúde incorpora rotinas específicas para a higiene das mãos no fluxo de trabalho dos profissionais “e isso contribui para facilitar e fazermos a coisa certa a cada minuto, a cada hora e a cada dia”, acrescenta o diretor do HRSP.

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