Hospital Regional de Marabá integra rede de enfrentamento à violência na região

A violência vitima milhares de brasileiros todos os anos, estando presente em todas as faixas etárias e níveis socioeconômicos. Seus tipos são variados: física, psicológica, doméstica e sexual. Em muitos casos, dependendo da gravidade, as vítimas precisam de atendimento médico. 

No Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), unidade pública gerenciada pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), além de atendimento assistencial, esses pacientes recebem acompanhamento psicológico e social, garantindo o suporte necessário à recuperação no ambiente hospitalar e ao enfrentamento à situação de violência. 

Segundo a supervisora do Serviço Psicossocial da unidade, Arlene Pessoa, a instituição atua em conjunto com os demais órgãos de combate à violência. ''Além do acolhimento psicossocial, realizamos encaminhamentos para a rede de serviço, acionando, quando necessário, conselhos tutelares, delegacias, conselhos municipais de direito e especializados da Assistência Social, com base nas orientações do Ministério da Saúde. Isso é necessário para prevenir novos episódios de violência com esse paciente, o que requer a imediata identificação da situação no momento em que ele é admitido no hospital'', explica a colaboradora. 

A importância dessa atuação conjunta foi tema de um bate-papo nesta semana. As orientações foram repassadas pelo Serviço Psicossocial aos colaboradores da Recepção, responsáveis por receber os usuários no Acolhimento e registrar os dados no sistema de informação. É com base no registro desse primeiro atendimento, ainda que seja um caso suspeito de violência, que é possível garantir o suporte necessário nessas situações. 

A colaboradora Lucélia Santos participou do treinamento. 'Esses esclarecimentos são importantes para que a gente atenda cada vez melhor o paciente, afinal nosso trabalho não é só curá-lo fisicamente, mas fazer com que se sinta seguro e acolhido aqui', afirmou. 

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