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HERF: Casa Jovem Mãe completa seis meses de atividades

“Melhor que os indicadores de atendimento são os diversos casos relatados pelos funcionários do espaço” (Juciney Pacheco) 

No último dia 06, o projeto Casa Jovem Mãe, do Hospital Estadual Rocha Faria (HERF), no Rio de Janeiro, completou seis meses de atividades. O projeto tem como finalidade acolher e atender adolescentes de 12 a 18 anos que estejam em trabalho de parto. Nesses seis meses, foi possível não só contabilizar números, mas muitas histórias bonitas e de superação.

Segundo Juciney Pacheco, coordenador médico da Maternidade, no espaço Jovem Mãe foram realizados 269 partos normais e 121 cesáreas, além de somar 419 atendimentos. “Fizemos 390 partos no total deste período, o que corresponde a 25% de partos da unidade. Observa-se ainda que 20% destes foram de adolescentes com 15 anos ou menos. As próprias estatísticas mostram o quanto esta parcela de grávidas merece atenção diferenciada, pelos riscos gestacionais peculiares a este grupo”, ressalta.

Além de números, o projeto também reúne no dia-a-dia muitas histórias, que mostram a qualidade e o caráter humanitário do atendimento. Juciney diz que melhor que os indicadores de atendimento são os diversos casos relatados pelos funcionários do espaço. “Recebemos aqui uma moradora de rua, usuária de crack, que após dar entrada na unidade recebeu cuidados de higiene, banho, roupas, corte de cabelo, e com o auxilio do serviço social, encontrou sua madrinha, que a levou para casa junto com seu bebê”, contou.

Outra história emocionante é a de Sueli Fonseca, 50, que depois de 11 netos, pela primeira vez pode assistir o nascimento da neta Evelin Beatriz, em 26 de julho, no dia da avó. Ela, inclusive, participou cortando o cordão umbilical. Em lágrimas, ela disse que não esperava viver para presenciar tal momento. “Recebi um presentão no dia da avó. É uma emoção muito grande poder participar desse momento, ver minha neta nascer. Foi muito gostoso. Uma experiência nova, que ficará marcada pra sempre na minha memória. Agradeço muito a esta equipe, que nos tratou tão bem e me deu essa oportunidade”.

Estas pacientes chegam ao hospital, administrado pela Pró-Saúde, acompanhadas ou não dos seus familiares, trazendo na bagagem incertezas, anseios, medos e muitas vezes sentimentos de culpa pela situação. Juciney explica que na maioria das vezes é possível notar uma total falta de preparo e orientação que deveriam ter sido passados a elas durante o pré-natal. “Ao chegarem aqui, são prontamente acolhidas pela equipe multiprofissional, e com o atendimento prestado, vão adquirindo confiança na equipe. Seus familiares passam a fazer parte de todo o processo da parturição, sendo estimulados a vivenciarem este momento. Com estas atitudes, vão se sentindo corresponsáveis pelo processo”, enfatiza. 

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