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Dengue

Dúvidas sobre a dengue? Especialista esclarece sobre a doença

Em climas quentes e chuvosos, números de casos podem aumentar

Transmitida pelo mosquito do gênero Aedes Aegypt, a dengue é uma doença viral e grave. Se não tratada de forma adequada, pode provocar a morte. Segundo dados do Governo Federal, o Brasil já registrou quase um milhão de casos apenas em 2020. Números alarmantes e que acendem um cuidado redobrado com a doença.

Para a infectologista Sheila Carneiro, com atuação no Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), em Belém, “a dengue é uma doença febril aguda, sistêmica e dinâmica, amplamente distribuída no Brasil, inclusive na área urbana, onde as condições ambientais e sanitárias favorecem a multiplicação do mosquito transmissor, o Aedes Aegypti”, explica.

Principais sintomas

De acordo com especialista, a infecção pode ser assintomática (sem sintomas), leve ou grave. “Casos mais graves de dengue podem levar até a morte. “Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta, de início súbito, acompanhada de dor de cabeça e dor no corpo. Alguns sintomas podem ser confundidos com os da Covid-19 em fase inicial”, acrescenta.

Grande parte dos pacientes com dengue se recuperam gradativamente ao longo de 5 a 7 dias. Entretanto, algumas pessoas podem evoluir para a forma grave da doença. Para a infectologista “é preciso estar atento aos sinais de alarme como sangramento espontâneo, dor abdominal, vômitos, hipotensão, sonolência, irritabilidade, diminuição da quantidade de urina e desconforto respiratório”.

Assim que os sintomas forem identificados é fundamental que a pessoa procure atendimento médico para que o tratamento se inicie. Além disso, casos de dengue devem ser notificados junto à vigilância epidemiológica de cada município para que as medidas de controle sejam implementadas.

Tratamento

“Como não existe um tratamento específico para a dengue, as medidas de controle de sintomas na fase inicial e o acompanhamento evolutivo do caso são determinantes para aumentar o conforto e a sobrevivência do paciente”, afirma Sheila.

“É muito importante destacar que a automedicação deve ser evitada em todos os casos. Alguns medicamentos podem até aumentar risco de sangramentos”, ressaltou a especialista.

Medidas de prevenção contra a dengue

Evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti é a melhor forma de prevenção da doença. Para tanto, é necessário eliminar potenciais criadouros do mosquito como vasos de plantas, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e sem manutenção. O cuidado envolve até mesmo recipientes pequenos como tampas de garrafa.

É importante, também, utilizar roupas que não exponham tanto a pele durante o dia – quando os mosquitos são mais ativos. Utilizar roupas que protejam de picadas também pode ser uma das medidas adotadas, principalmente durante surtos da doença. O uso de repelentes apropriados para a pele e mosquiteiros e telas também podem ajudar.

Se todas as medidas preventivas forem tomadas, outras doenças também poderão ser contidas, além da dengue. É o caso da zica e chikungunya, também transmitidas pelo mesmo mosquito.

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