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Comissão de Saúde elogia administração do Hurso durante audiência

No final do mês de abril, 23/04, a Comissão de Saúde e Promoção Social realizou uma audiência com os representantes das Organizações Sociais (OS) que administram os hospitais que compõem o quadro da Secretaria Estadual de Saúde (SES). O evento se propôs a discutir a Saúde em Goiás antes e depois das OS.

Segundo o deputado Gustavo Sebba, que conduziu a reunião, o objetivo  principal do evento  foi levantar as principais mudanças promovidas pelas Organizações Sociais que estão à frente das unidades de saúde do Estado, no sentido de esclarecer as dificuldades e progressos realizados até o momento.

Encontravam-se presentes representantes das seguintes instituições: Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano – IDTECH; Instituto Sócrates Guanaes – ISG; Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar – Pró-Saúde (Hospital de Urgências da Região Sudoeste – Hurso); Fundação de Assistência Social de Anápolis – FASA; Associação Goiana de Integralização e Reabilitação – AGIR; Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem – Fidi; Instituto de Gestão e Humanização – IGH; Instituto de Gestão em Saúde – Gerir; Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar – IBGH; Associação Comunidade Luz da Vida.

A composição da mesa diretora dos trabalhos foi formada pelo presidente da Comissão de Saúde e Promoção Social, deputado Gustavo Sebba, pelo vice-presidente da comissão, deputado Dr. Antonio (PDT), pelo superintendente executivo da Secretaria Estadual de Saúde, Halim Girade, e pelo ex-deputado e diretor da Alego, Wagner Siqueira (PMDB).

Para Reginaldo Costa, diretor geral do Hospital de Urgência da Região Sudoeste – Dr. Albanir Faleiros Machado (Hurso), antigamente a unidade não tinha condições de atender os pacientes da região Sudeste. “Antes, a região Sudeste do Estado sofria para ter sobrevida após um trauma. Atualmente, temos melhorado as condições de atendimento no sentido de proporcionar uma saúde equiparada ao que é disponibilizado aos pacientes da capital'.

De acordo com os dados da Secretaria de Saúde, em três anos o gasto total do Governo com os hospitais aumentou 28%, enquanto houve incremento de 101% nos atendimentos ambulatoriais, 48% nas cirurgias, 80% nas internações em enfermaria e 60% nas internações em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Durante a audiência, o balanço do trabalho apresentado pelas OSs mostrou resultados positivos. Entre 2011 e 2014, o atendimento ambulatorial, por exemplo, aumentou 29,27% no HDT; 69,63% no Materno; 76,9% na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes; 70,1% no Huapa; 501,27% no Hurso; 101,89% no Crer; 2708% no HDS; e 15,7% no Hugo.

Ainda destou-se o incremento de internações de UTI na ordem de 175,25% no Hurso; 102,15% no HDT; 129,5% no Crer; e 212,9% no HGG. Atualmente, 13 hospitais em Goiás são geridos por Organizações Sociais.

O superintendente executivo da SES, Halim Girade, destacou a atuação dessas organizações na melhoria das condições de atendimento e reestruturação das unidades de saúde. “Gostaria que aqui estivessem mais deputados presentes para ouvir as colocações de cada OS. O trabalho das OS é extremamente reconhecido.  Transformaram hospitais sucateados em hospitais de referência, o que é aprovado pela grande maioria da população no Estado.”

O deputado e presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia, Talles Barreto (PTB), também lamentou a ausência dos parlamentares de oposição, que criticam a gestão das OS. “Existem deputados que não acreditam nas OS, mesmo diante de números. Esses que criticam não estão aqui para questionar e esclarecer suas dúvidas.” Opinião que também se apresentou pelo diretor Geral do HURSO, Reginaldo Costa: “Gostaríamos que mais autoridades tivessem comparecido e pudessem ter conhecido melhor o sistema da OS e, assim, entender como funcionam realmente”.

No encerramento da reunião, o deputado Gustavo Sebba anunciou as primeiras ações que serão tomadas pela comissão. “Fico triste pela não participação dos deputados de oposição, que são contrários às OS na gestão dos hospitais do quadro da SES. Esta reunião foi muito importante para estreitar as relações entre parlamento, Governo e OS. E. aproveitando o momento, já declaro que esta comissão tem um cronograma de visitas às unidades de saúde para verificar as reais condições dos hospitais.”

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