Colaboradores recebem orientação sobre acidentes de trânsito na Semana Multiprofissional do HMUE

Os impactos sociais e as sequelas oriundas de acidentes de trânsito. Estes tópicos foram abordados na palestra “Direção Viva: Quero andar de moto até morrer, mas não quero morrer andando de moto”, direcionada aos colaboradores assistenciais do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) nesta quarta-feira (20/6). A palestra faz parte da programação da III Semana Multiprofissional e XII Semana de Enfermagem da unidade.

Conduzida pelo diretor Operacional da Pró-Saúde no Pará, Rogério Kuntz, e pelo coordenador médico do Pronto Atendimento da unidade, José Guataçara, a atividade levou a público a refletir sobre as causas e consequências dos acidentes de trânsito. O programa “Direção Viva” orienta sobre as sequelas oriundas de acidentes de trânsito e os impactos sociais e pessoais destes episódios. Para compor a palestra foram usadas histórias que a equipe vive no dia-a-dia da unidade. “Nossa apresentação é montada em cima do que vemos em nosso ambulatório e na experiência dentro do hospital”, explicou Guataçara.

O médico enfatizou que, além das sequelas físicas, os acidentes, especialmente os de motocicleta, costumam ser a causa de perdas econômicas para indivíduos produtivos. Há também o agravo social, conforme explicou o médico: “Um acidente de trânsito destrói uma família toda. Não é apenas o paciente que sofre, mas também seus familiares”.

Acostumados a levar as orientações do programa “Direção Viva” a um público considerado leigo, os palestrantes tiveram a oportunidade de falar com quem presta assistência a pacientes de média e alta complexidades. Segundo o fisioterapeuta Henrique da Silva Gomes, supervisor de Reabilitação, ter contato com uma iniciativa que trata da realidade dos pacientes atendidos diariamente no HMUE é enriquecedora do ponto de vista profissional. “É fundamental para a gente saber o que acontece no mecanismo do trauma e para a equipe estar preparada para receber este paciente e atuar de modo mais eficaz”, refletiu.

Para o diretor Operacional da Pró-Saúde, Rogério Kuntz, a conversa foi produtiva por se tratar de uma oportunidade de falar com um público que também utiliza motocicleta. “Independentemente de serem profissionais de saúde, muitos usam motos e estão sujeitos aos perigos do trânsito. Nossa intenção é que a mensagem seja abrangente”, afirmou.

A palestra do programa Direção Viva fez parte do quinto dia de atividades da Semana Multiprofissional do Hospital Metropolitano. A diretora Assistencial da unidade, Ivanete Prestes Roberti, afirmou que a escolha dos temas tem relação direta com a vivência diária dos profissionais multi na unidade. “Os temas estão associados a necessidades que temos no nosso dia-a-dia nos processos assistenciais. Este ano a participação dos profissionais está maior e temos a ocupação completa do auditório em todas as atividades”, comentou.

A programação já contou com cursos de atualização para enfermeiros que atuam no Trauma, roda de conversa sobre desospitalização com representantes do programa “Melhor em Casa”, criado pelo Ministério da Saúde, e palestra sobre empatia no ambiente hospitalar. “Faremos uma avaliação dos temas mais procurados este ano para que se repitam na próxima edição”, adiantou. As atividades da III Semana Multiprofissional e XII Semana de Enfermagem seguem até o dia 26/6.

Atendimentos

O Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) registrou o atendimento a 1.596 pacientes vítimas de acidentes de trânsito entre os meses de janeiro e maio de 2018. Deste total, 628 foram realizados em decorrência de acidente de motocicleta. As colisões responderam por 621 atendimentos. Os atropelamentos foram responsáveis pela entrada de 272 pacientes na unidade e os acidentes de bicicleta por 75.

Nos cinco primeiros meses de 2018, a unidade gerenciada pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), realizou 6.758 atendimentos. Neste universo, 1.596 atendimentos foram referentes a acidentes de trânsito. O percentual representa 23,6% do total de atendimentos realizados pelo HMUE entre os meses de janeiro e maio de 2018.

No ano passado, a unidade atendeu 4.313 pacientes vítimas de acidentes de trânsito. Foram 1.799 atendimentos por acidentes de motocicleta, 1.587 por colisão, outros 755 atendimentos a atropelados e 172 em decorrência de acidente de bicicleta.

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