Acompanhantes aprendem a produzir chaveiro em oficina do Hospital Metropolitano

Para a dona de casa dona de casa, Joelma Leal, o processo de hospitalização é cansativo e, por vezes, estressante. Ela acompanha o filho de apenas nove anos, que foi atropelado por uma motocicleta. A família está há duas semanas no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua (PA). O caso de Cirlene Santiago é ainda mais difícil. Ela também acompanha o filho internado por conta de uma fratura exposta no braço, em função também de um acidente de moto. No entanto, a recuperação da criança já dura mais de um mês.

Para amenizar a rotina de ambas, o Hospital Metropolitano realizou, por meio de uma equipe de terapeutas ocupacionais, uma “Oficina Operativa”, cuja função é promover uma atividade prática junto as acompanhantes. A residente de Terapia Ocupacional, Natália Pereira, coordenou o processo. “Observamos o tratamento com outra visão, também focando no acompanhante. Então, trazemos algumas oficinas de orientação, produtivas e operativas, que tem um produto final”. Esta edição da “Oficina Operativa” produziu um chaveiro.

A ideia é que a atividade, além de atuar como um aliado no processo de hospitalização, contribua futuramente com a própria renda familiar. “Elas podem levar esses ensinamentos para casa e é algo a mais que se pode ter de geração de renda, além de passar o tempo, tirar o ócio, minimizando o estresse próprio do ambiente hospitalar”, detalhou a residente Natália.

A aceitação das mães foi imediata. “A rotina em um hospital é claro que é cansativa, acabamos nos estressando, mas estas atividades ajudam. A gente se distrai, fica alegre, conversa, tem um diálogo com as outras mães”, explica Joelma Leal. O mesmo raciocínio tem Cirlene Santiago. Ela falou claramente que o desejo é levar a atividade para Tailândia, município paraense, como forma de acrescentar a renda familiar. “A oficina nos ajuda, incentiva o raciocínio. É legal que nós aprendemos algo. Vou levar para a minha cidade estes ensinamentos e tentar ganhar dinheiro”.

A terapeuta ocupacional do Hospital Metropolitano, Sandra Soares, que atua como preceptora da residente Natália, analisou a oficina como uma forma de aliar a teoria à prática, avaliando o trabalho da residente. “A atividade, que é um instrumento da Terapia Ocupacional, envolve como elaboração, desenvolvimento e análise dos objetivos, contribuindo com o crescimento da residente”, afirmou. Sandra disse que a atividade também pode contribuir com o próprio paciente internado, pois as acompanhantes, que atuam de forma fundamental junto ao usuário do Sistema Único de Saúde (SUS), eliminam o estresse e a ansiedade. “Elas conseguem aprender uma atividade que pode ser rentável futuramente. E por alguns minutos, esquecem que estão internadas no hospital junto com os filhos. Começa-se a fazer projetos e isso contribui com toda a situação”.  

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