O exemplo da unidade de saúde eleita com as melhores práticas de gestão de pessoas

Para Saulo Mengarda, diretor do Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), localizado em Belém, no Pará, “a principal motivação do administrador hospitalar é sentir e perceber que sua atividade de fato está fazendo diferença na qualidade da assistência prestada ao paciente, saber que cada ação tem impacto direto na vida de muitas pessoas e quanto melhor o seu trabalho, melhor será a qualidade de vida dos assistidos pela unidade de saúde”.

O diretor, um dos responsáveis pela conquista, em 2018, do Prêmio “Prazer em Trabalhar”, em reconhecimento às melhores empresas para se trabalhar no Estado do Pará, sua principal missão é estimular o melhor de cada colaborador para que haja uma assistência cada vez melhor.

O prêmio, concedido pela empresa Gestor Consultoria, em parceria com o Jornal Diário do Pará, tem como intuito identificar as melhores políticas e práticas na área de gestão de pessoas, nos quais são avaliados pontos como práticas de recrutamento e seleção, treinamento e desenvolvimento, comunicação, remuneração, desempenho, desligamento, liderança, gestão de clima, responsabilidade social e papel estratégico do Recursos Humanos (RH).

“Para o administrador é muito importante ter uma metodologia e padrão de trabalho institucionalizados, assim temos mais segurança no desenvolvimento das atividades. Acredito que essa seja a principal diferença da Pró-Saúde, pois recebemos suporte técnico e qualificado em diferentes áreas para consulta e alinhamento, facilitando a condução do trabalho técnico do administrador”, explica Mengarda.

Como consequência desse trabalho, existem as certificações que atestam os processos e resultados de indicadores, garantindo a qualidade técnica na prestação de um serviço mais seguro e de excelência ao paciente. O HPEG é certificado com o ONA 2 – Acreditado Pleno, concedido pela Organização Nacional de Acreditação. Em 2019, a unidade de Belém tem como objetivo alcançar a ONA 3, nível máximo de excelência.

No entanto, Mengarda ressalta que as certificações precisam ser o resultado e não o motivo da existência do hospital. “As certificações devem ser encaradas como consequência, mas não a raiz da existência de uma unidade. Buscamos melhorar os processos e resultados de indicadores para prestar um serviço mais seguro e de excelência ao paciente. A equipe, com esse entendimento, é fundamental para o alcance e manutenção das certificações”, diz.

Nesse sentido, Saulo explica que o aspecto fundamental para conquista dos objetivos é o desenvolvimento do princípio de “pertencimento” de cada colaborador da instituição. “Conseguimos, por meio da forma de trabalho diário, de respeito, escuta, proximidade e valorização dos profissionais criar um ambiente fértil e perfeito para desenvolvimento do hospital”.

Por fim, o diretor comenta que a necessidade do conhecimento técnico e experiência, junto com as habilidades de gestão de pessoas, contribuem para superar as situações adversas. “Acredito que o principal papel do administrador hospitalar é saber conduzir os colaboradores aos objetivos e metas estabelecidas com transparência, sinceridade, respeito e humildade”, conclui.

 

Saulo Mengarda é administrador, especialista em Gestão Hospitalar e Serviços de Saúde e Qualidade e Segurança no Cuidado do Paciente