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Práticas para o parto humanizado de gestante são aplicadas no Hospital Materno-Infantil de Barcarena

31/10/2018

Práticas para o parto humanizado de gestante são aplicadas no Hospital Materno-Infantil de Barcarena

Após seis horas em trabalho de parto, a gestante Davila dos Santos deu à luz ao pequeno Icaro, o que a tornou protagonista do parto humanizado, no Hospital Materno-Infantil de Barcarena Dra. Anna Turan (HMIB), gerido pela Pró-Saúde Associação de Assistência Social e Hospitalar, localizado no Baixo Tocantins, em Barcarena (PA). 

Os obstetras do HMIB, José Lúcio e Walber Silva, foram apenas os coadjuvantes durante o parto. “Este parto foi o mais fisiológico possível. A gente só acompanhou e assistiu. A gente só intervém se acontecer alguma intercorrência, então ela passou por todas as fases do trabalho de parto. Foi proposto que ela fosse para o leito do Pré Parto, Parto e Pós Parto – o PPP -, foi acompanhada pela equipe de Enfermagem, usou a bola, o cavalinho, ela dançou para aliviar a dor”, explicou Lúcio.

Davila foi encaminhada ao HMIB pela Unidade Básica de Saúde após ser diagnosticada com oligoidrâmnio, que é a perda de líquido amniótico antes do período normal da gestação. “Ela tinha indicação de parto normal e, assim, foi feito, apesar da perda de líquido foi muito tranquilo. Tanto o bebê quanto a mãe estão bem”, afirmou o médico Walber. 

“Meu parto foi ótimo! Todo mundo me ajudou e deu tudo certo, graças a Deus. A equipe do hospital foi muito boa. Meu filho e eu estamos muito bem”, comemorou a puérpera Davila Santos.

Métodos não farmacológicos

O plano de parto das gestantes atendidas no ambulatório do HMIB é realizado em conjunto pela equipe Multiprofissional e a própria grávida. Durante consulta ambulatorial, o Hospital irá oferecer a visita guiada à estrutura, em que são apresentados os tipos de partos e como eles podem ser efetivados.    

Os métodos não farmacológicos de alívio da dor estão inclusos à Política Nacional de Práticas Integrativas Complementares, do Ministério da Saúde. 

Essas práticas buscam fornecer o alívio da dor e, até mesmo, uma melhor condução no trabalho de parto. “Quando a mulher está com dor, ela chega na maternidade tensa, com medo, principalmente uma mãe primípara – que é a primeira gravidez. Ela espera que esse parto passe logo. É uma série de receios que ela tem que, pode potencializar esta dor. Por isso, oferecemos os métodos não farmacológicos” informa o coordenador de Enfermagem, Geovanny Magalhães.  

Processo

A equipe Multiprofissional - composta por médicos, enfermeiros, técnicos de Enfermagem, fisioterapeutas e psicólogos - atua desde o apoio psicológico para que a mulher sinta segurança durante a sua permanência na Unidade até as práticas de massagem, em que o acompanhante da grávida pode participar também fazendo a massagem, o uso da bola de pilates para auxílio na musculatura e saída do feto, como assegura Geovanny. “Essas práticas implantamos na Unidade, com o objetivo de humanizar cada vez mais o momento. O parto é da mulher, já não existe mais aquela fala de que a equipe ‘faz o parto’, a protagonista é ela, a gente assiste e acompanha. Dentro disso o parto é um evento social, queremos que a pessoa que é importante para essa mulher participe deste momento para que ela se sinta segura”, conta o coordenador.

Várias são as práticas usadas no Hospital Materno-Infantil de Barcarena Dra. Anna Turan, entre elas estão as massagens na região da coluna lombar, banho de aspersão – que é o banho no chuveiro -, uso da bola de pilates, uso do cavalinho, musicoterapia, aromaterapia, banho e parto na banheira de hidromassagem. As grávidas poderão fazer caminhadas, bem como, o parto normal poderá ser feito também de cócoras. “O Hospital possui enfermeiros e médicos obstetras capacitados para implementar essas práticas desde que a mãe e o bebê estejam aptos a passarem pelo processo”, ressalta Geovanny.

De acordo ainda com o coordenador, esses métodos não farmacológicos são usados para criar a cultura do parto normal que durante muito tempo foi colocado o parto cesariana como opção e preferência. Ele também explica que a gravidez de médio e alto risco, público-alvo do Hospital Materno-Infantil, é evidenciada por algumas patologias que coloca essa mulher em risco. Entretanto, não significa que esta mulher terá um parto cesárea. “Por exemplo, em caso de mulheres com hipertensão, fica evidenciado que elas terão um parto de risco, mas não necessariamente ela vai direto para uma cesárea porque controlada a pressão dela e ela recebendo a assistência adequada ela tem condições de ter o parto natural, assim como outras patologias também”, finaliza. 

 

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