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Importância da doação de órgãos é lembrada em celebração no Hospital Metropolitano

28/09/2017

Importância da doação de órgãos é lembrada em celebração no Hospital Metropolitano

Gesto fundamental, que ajuda na mudança de vida de muitas pessoas, a doação de órgãos e tecidos foi lembrada em cerimônia no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua (PA), nesta quarta-feira, 27/9, data que marca o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos.

A unidade, gerenciada pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), orientou usuários e colaboradores para a importância da doação de órgãos e tecidos. Durante o mês de setembro, o Hospital Metropolitano está com a fachada colorida com luzes verdes em alusão ao movimento “Setembro Verde”, que chama a atenção da sociedade para a doação.

A cerimônia contou com uma celebração do diácono Paulo Galende, da paróquia de São Geraldo Magela, no conjunto Marex, em Belém (PA). Em sua fala, o diácono destacou a esperança que o gesto de doação de órgãos traz a quem aguarda um transplante. “Quando uma pessoa encontra um doador, reencontra a esperança, renasce a motivação para viver”, disse.

Galende lembrou aos presentes, que ao optar pela doação, as famílias são responsáveis por um gesto de caridade extrema. “Doar é um gesto de nobreza da alma, é quando você de mostra grandioso”, continuou. O diácono também ressaltou a ética que permeia o processo de doação de órgãos. “Nós sabemos que há receio em doar órgãos, mas existe uma palavrinha muito forte neste procedimento: a ética. Nada é feito contra a vontade da pessoa, nem contra a vontade da família. Tudo é feito mediante autorização”, observou.

No Hospital Metropolitano a captação de doações de órgãos e tecidos é feita por meio da Organização de Procura de Órgãos (OPO). O setor composto por médicos e enfermeiros trabalha dia e noite para sensibilizar famílias para a importância da doação, e como a decisão de doar órgãos pode mudar a vida de quem está na fila para transplantes no Pará.

De janeiro a agosto de 2017, a equipe do HMUE conseguiu sensibilizar as famílias de 11 doadores de múltiplos órgãos. O gesto destas famílias possibilitou que 22 pessoas recebessem rins e saíssem da fila de espera. Foram transplantados também 20 córneas, 11 fígados e 11 corações. Em 2016, a unidade registrou 24 doadores de múltiplos órgãos. O HMUE é responsável por 90% das doações de órgãos e tecidos no Estado do Pará.

Coordenadora de Enfermagem da OPO, Fátima Albuquerque, diz que o ato da doação envolve também superar barreiras do senso comum que colocam estigmas no processo. “Às vezes falar de doação representa falar da perda de um familiar, mas falta conversarmos sobre o assunto para encerrar o estigma de que doar é feio. Doar órgãos é bom, porque é a vida que segue, um ciclo que não se fecha”, refletiu.

A OPO possui enfermeiros e médicos que apoiam o processo de doação. Os profissionais esclarecem os familiares e responsáveis legais dos possíveis doadores sobre a situação do paciente e como, por meio da doação, outras pessoas podem ser ajudadas.

Com atuação durante as 24 horas do dia, a organização conta com seis enfermeiros, responsáveis pelo trabalho de busca ativa e notificação de potenciais doadores, além da coordenação do processo de doação desde a identificação até o momento da cirurgia de captação.

A coordenadora adjunta da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos no Pará (CNCDO), Ierecê Miranda, exaltou as famílias que permitiram a doação dos órgãos de seus entes e explicou que o trabalho da CNCDO depende da atuação de setores como a OPO. “A central coordena os processos, mas depende das comissões intra-hospitalares que cuidam dos familiares, da sensibilização, para que haja captação de órgãos.

Como funciona a doação

Qualquer pessoa pode ser doadora de órgãos e tecidos, desde que deixe seu desejo expresso durante a vida. A família também precisa ser comunicada. Não é necessário deixar nada documentado, nem registrado na carteira de identidade. Podem ser doadores os pacientes vítimas de morte encefálica com danos cerebrais irreversíveis, como traumatismo craniano, e pacientes que faleceram em decorrência de causas diversas.

Quem pode se beneficiar com um transplante

- Coração: portadores de cardiomiopatias graves de diferentes causas como doença de Chagas, isquêmica, reumática, idiopática e miocardites.

- Pulmão: portadores de doenças crônicas como fibrose ou enfisema.

- Fígado: portadores de cirrose hepática causada por hepatite, consumo excessivo de álcool ou outras causas.

- Rim: portadores de insuficiência renal crônica por nefrite, hipertensão, diabetes e outras doenças renais.

- Pâncreas: diabéticos do tipo I ou diabéticos com doença renal associada.

- Córneas: portadores de ceratocone, ceratopatia bolhosa, infecção ou trauma de córnea.

- Médula óssea: portadores de leucemia, linfoma e aplasia de medula.

- Ossos: pessoas com perda óssea ocasionada por tumores ou trauma.

- Pele: pacientes vítimas de queimadura.

 

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