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Regionalização da hemodiálise beneficia renais crônicos do interior do Estado

07/12/2016

Regionalização da hemodiálise beneficia renais crônicos do interior do Estado

Há nove anos, três vezes por semana, dona Josefa Guedes Pena, de 59 anos, frequenta as sessões de hemodiálise no Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), em Altamira. Logo que descobriu a doença, em Santarém, no oeste do Pará, ela negligenciou o diagnóstico por não ter condições financeiras de custear o tratamento longe de casa. A situação se agravou e os níveis de creatinina de dona Josefa aumentaram. Então, em 2007, ela passou mal e foi internada no HRPT. Logo foi encaminhada para a hemodiálise na própria unidade, a fim de controlar a doença.

“A minha rotina foi totalmente modificada e hoje eu tenho o tratamento correto. O hospital disponibilizou até transporte, que vai me buscar e levar em casa e, assim, eu posso ter uma qualidade de vida melhor. Se eu, por exemplo, só tivesse o tratamento em Santarém, não teríamos condições de nos mantermos longe de casa. Aqui, eu sou bem tratada. Se eu não tivesse esse serviço, eu já estaria morta”, conta dona Josefa.    

O serviço de hemodiálise está ligado à nefrologia e é considerado um dos diferenciais do HRPT, pois a unidade é a única da região a disponibilizar esse atendimento aos usuários do SUS. Nesta quarta-feira, 7/12, o hospital completa dez anos de funcionamento. Em uma década foram realizadas mais de 86 mil sessões de hemodiálise, permitindo que renais crônicos do interior do Estado, como dona Josefa, tenham acesso ao tratamento na própria região, sem a necessidade de se deslocaram para grandes centros.

Segundo a coordenadora do setor, Rosivânia da Silva Barros, atualmente, 97 renais crônicos são atendidos no HRPT, além dos pacientes agudos internados nas clínicas e na Unidade de Terapia Intensiva da unidade. “Quando o serviço começou a operar há dez anos, nós tínhamos dois usuários cadastrados. Nosso objetivo é proporcionar o tratamento eficaz ao usuário e permitir que ele fique perto da família. Isso ajuda no tratamento”, explica a enfermeira.

A dona de casa e mãe de quatro filhos, Cleotenira dos Santos Ramos, de 37 anos, também foi beneficiada com a interiorização do serviço no Pará. Há seis anos ela descobriu que sofria de insuficiência renal crônica. Os exames laboratoriais identificaram que as várias infecções por malária comprometeram o funcionamento dos rins dela e, desde então, Cleotenira enfrenta semanalmente a máquina de hemodiálise no Hospital Regional de Altamira, enquanto aguarda por um transplante de rim.

“Quando eu descobri a doença, passava mal, não queria aceitá-la. Eu não queria fazer o tratamento, pensando na possibilidade de ir para outra cidade e deixar meus filhos. Eu não queria ficar distante deles. Mas por meio do hospital, eu consegui ser atendida e, hoje, após seis anos de tratamento, eu tenho a minha vida e pude ver meus filhos crescerem. Sigo o tratamento à risca. Os profissionais são sensíveis e me tratam muito bem. Aqui, eu tenho todo o auxílio e assistência necessária”, destaca Cleotenira.  

O serviço de hemodiálise do HRPT funciona de segunda a sábado, em três turnos. Cada paciente deve realizar sessões três vezes por semana, durante quatro horas por dia.

Controle nutricional

Recentemente, o atendimento aos renais crônicos no HRPT foi ampliado com a criação do projeto “Medida Caseira dos Alimentos”, coordenado pelo Serviço de Nutrição e Dietética da unidade. A iniciativa tem o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos usuários e reduzir o número de internações e de óbitos, a partir do monitoramento e controle de ingestão de alimentos e bebidas.

A proposta é deixar a alimentação mais próxima da realidade dos pacientes e, ainda, diminuir o acúmulo de toxinas que normalmente seriam eliminadas pelos rins, mas acabam ficando retidas por conta da perda da capacidade de filtrá-las no próprio organismo. Dependendo da situação do paciente, além de ser acompanhado na unidade, ele pode ser atendido em sua própria casa.

Unidade

Pertencente ao Governo do Estado e gerenciado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o Hospital Regional Público da Transamazônica é referência em atendimento de média e alta complexidades para mais de 500 mil pessoas em nove municípios da região da Transamazônica e Xingu.

Em uma década, o hospital realizou mais de 2,6 milhões de atendimentos, entre cirurgias, internações, exames, hemodiálise e atendimento ambulatorial. 

A unidade oferta 97 leitos, sendo 21 clínicos, 32 cirúrgicos, 15 pediátricos, seis obstétricos, nove de UTI Adulto, cinco de UTI Pediátrica, cinco de UTI Neonatal e quatro no berçário de alto risco. Há ainda um Centro Cirúrgico com quatro salas, Ambulatório com cinco consultórios e Pronto-Socorro com 11 leitos.

 

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